"Dir-se-á: não há alternativa. Errado. Há sempre alternativa, mesmo com a arma apontada à cabeça, como comprovam or irlandeses e os gregos, à sua maneira. Mesmo que o caminho fosse o mesmo, a graduação das medidas e a sua aplicação de uma forma mais dilatada no tempo faria toda a diferença. O que não faz sentido é que a troika dê mais tempo ao Governo porque falhou no objetivo do défice - e em vez de utilizar esse mais tempo para suavizar a receita, nomeadamente dando algum oxigénio à economia, o que faz é aumentaros níveis de austeridade bem para lá do que é suportável."
O argentino Adolfo Pérez Esquivel considera "muito preocupante" a "reação de conotação colonialista" por parte de Londres de não aceitar a decisão do Equador relativamente à concessão de asilo político a Julien Assange e de não conceder o salvo-conduto para que o fundador do WikiLeaks - que ontem completou dois meses refugiado na embaixada equatoriana em Londres - possa viajar para Quito, capital equatoriana.
Na opinião do prémio Nobel da Paz de 1980, que hoje decidiu falar sobre o caso através de comunicado, Julian Assange é "perseguido politicamente por haver difundido informação muito grave que pôs em evidência ações criminosas dos EUA nas guerras do Afeganistão e do Iraque", assim como "as nada surpreendentes ações (norte-americanas) de intromissão, através das suas embaixadas, em assuntos internos de outros países".
O defensor dos Direitos Humanos defendeu hoje que "o temor pela vida, por parte de Julian Assange, é justificado, pois nos EUA já se comenta que poderia eventualmente ser julgado no âmbito da Lei de Espionagem, a qual prevê a pena de morte".
Excerto da notícia do site do Expresso que pode ler-se aqui.
Numa sessão de autógrafos, José Gomes Ferreira perguntou a um leitor, que lhe apresentava o livro "Aventuras de João Sem Medo", a quem devia dedicar o livro. O leitor, que se chamava José, responde-lhe para o dedicar a José Sem Medo. A dedicatória foi: "Para o José Sem Medo do José Com Medo".
Admirável o livro. Um exemplo: logo na segunda página do livro, surge o aviso: "É proibida a entrada a quem não andar espantado de existir". Razão tinha Cícero: "Os vinhos são como os homens: com o tempo os maus azedam e os bons apuram."
"Whoever listens carefully to "Hallelujah" will discover that it is a song about sex, about love, about life on earth. The hallelujah is not a homage to a worshipped person, idol or god, but the hallelujah of the orgasm. It's an ode to life and love." Jeff Buckley (retirado daqui)
Here is a page devoted to a historical song covered by Leonard Cohen in his album "Songs from a Room": "The Partisan", sometimes called "The song of the French partisan".
This song is actually an adaptation from "La complainte du partisan", written in London during 1943, by Emmanuel D'Astier de la Vigerie (called "Bernard" in the French Resistance) and Anna Marly.
I suggest our French visitors click on the following RA to hear Claude Dauphin give his historical comments about this song's story.
From LP "L'encyclopédie sonore : Les chants de la Résistance et de la Libération"; Librairie Hachette 320 E 847.
This song was really a survivor of the German bombing, and became a popular tune in the 50's in French-speaking countries.
It is now less famous than its almost homonymous "Chant des partisans" by J. Kessel and M. Druon. This last one was notably made "re-fashionable" by the André Malraux's speech during the transfer of Jean Moulin' ashes in the Panthéon of Paris.
Finally, Leonard Cohen gave the "complainte" a new life in 1969 with his "Partisan". Hy Zaret was the first to apply for a copyright (via the editor Raoul Breton) for the d'Astier-Marly song.
He heard the song on the BBC waves; maybe the radio broadcast didn't give him the name of the lyric writer, but only Marly's name, who wrote the music and gave the original performance. It's probably for this reason that only Zaret (for the English adaptation) and Marly (for music and French lyrics) were credited.
Finally, and as it can be read in Anna Prucnal 's LP "Avec Amour", the actual credit is:
Original : La complainte du Partisan
paroles: Emmanuel d'Astier de la Vigerie also undernamed "Bernard"
musique: Anna Marly
Leonard 's cover : The (song of the French) Partisan
paroles : E. d'Astier de la Vigerie, adaptation Hy Zaret
en el museo de la escarcha. Hay un salón con mil
ventanas.
¡Ay, ay, ay, ay! Toma este
vals con la boca cerrada.
Este vals, este vals, este
vals, este vals, de sí, de muerte y de coñac que moja su cola en el mar.
Te quiero, te quiero, te
quiero, con la butaca y el libro muerto, por el melancólico pasillo, en el
oscuro desván del lirio, en nuestra cama de la luna y en la danza que sueña la
tortuga.
¡Ay, ay, ay, ay! Toma este
vals de quebrada cintura.
En Viena hay cuatro espejos donde
juegan tu boca y los ecos. Hay una muerte para piano que pinta de azul a los
muchachos. Hay mendigos por los tejados, hay frescas guirnaldas de llanto.
¡Ay, ay, ay, ay! Toma este
vals que se muere en mis brazos.
Porque te quiero, te
quiero, amor mío, en el desván donde juegan los niños, soñando viejas luces de
Hungría por los rumores de la tarde tibia, viendo ovejas y lirios de nieve por
el silencio oscuro de tu frente.
¡Ay, ay, ay, ay! Toma este
vals, este vals del "Te quiero siempre".
En Viena bailaré contigo con
un disfraz que tenga cabeza de río. ¡Mira qué orillas tengo de jacintos! Dejaré
mi boca entre tus piernas, mi alma en fotografías y azucenas, y en las ondas
oscuras de tu andar quiero, amor mío, amor mío, dejar, violín y sepulcro, las
cintas del vals. (Poema de Federico García Lorca)