sábado, 23 de junho de 2012

Dido e Eneias

Janet Baker interpreta o "Lamento de Dido" da ópera "Dido e Eneias" de Henry Purcell (1659-1695).

"Na sua versão do mito, o libretista (Nahum Tate) retoma globalmente o Canto IV da Eneida de Vergílio (70 a.C.-19 a.C.), com algumas alterações. Em fuga de Tróia, onde o seu povo fora derrotado, e impedido de chegar a Itália por uma tempestade, Eneias vê-se arrastado para uma praia próxima de Cartago onde, uma vez chegado à cidade, conhece a rainha e lhe relata as penas passadas. A paixão é imediata e recíproca. Quando a ópera começa, prepara-se a boda no palácio de Dido. Belinda, sua confidente, procura animar a rainha hesitante, incutindo-lhe a convicção de que o amor que sente é mútuo. É a acção malévola de uma feiticeira opositora de Dido que gorará estas expectativas. Disfarçado de Mercúrio, um elfo comandado pela feiticeira aparecerá a Eneias ordenando-lhe que parta ainda nessa noite por força da vontade de Júpiter. O herói cede à pretensa ordem divina e decide-se por uma partida quase imediata, para grande gáudio da feiticeira e das suas bruxas – e manifesto desespero de Dido. Não suportando a dor, a rainha canta o seu lamento derradeiro até à morte." (excerto do texto de João Pedro Cachopo, inserido no programa da ópera "Dido e Eneidas" numa produção do Teatro Nacional de São Carlos, 2009).

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Prémio PHotoEspaña 2012

Foto de Gorka Lejarceg
O prémio Photo España 2012 foi atribuído a Alberto Garcís-Alix (Léon, 1956), como reconcimento do valor artíatico da sua obra. Pode ler-se a entrevista que concedeu ao jornal El País aqui.
Em edições anteriores o prémio foi concedido, nomeadamente, a: Thomas Ruff, Malick Sidibé, Robert Frank e à portuguesa Helena Almeida.

Pessoa Plural

Acaba de sair o n.º 1 da revista digital "Pessoa Plural". É uma revista universitária de estudos pessoanos de periodicidade anual. Este número da revista tem 335 páginas.
"A revista acolhe propostas de publicação de investigadores de todos os países e todas as nacionalidades (é plural!), interessados pela vida e a obra de Fernando Pessoa, pela dos seus contemporâneos e pela edição de autógrafos modernos, quer o enquadramento teórico do autor de um artigo proposto a Pessoa Plural esteja mais próximo da crítica literária, quer o esteja da crítica textual. 
Para além de artigos, sujeitos a arbitragem científica, a revista publica igualmente entrevistas e recensões críticas, mas somente as que forem directamente pedidas pela direcção.. 
Os números editados de Pessoa Plural estarão disponíveis em linha na página do Department of Portuguese and Brazilian Studies na Brown University. Alguns números da revista têm um dossier temático de abertura; quase todos, uma secção dedicada à apresentação de textos inéditos e subsídios documentais."
Pode fazer-se o download grátis, total ou parcial, da revista aqui.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Blimunda


Hoje, quando se completam dois anos sobre a morte de José Saramago, saiu o n.º 1 da revista literária digital “Blimunda”, editada pela Fundação José Saramago. O download pode fazer-se aqui. A não perder.

domingo, 17 de junho de 2012

Stanley Kubrick, fotógrafo

(à esquerda a atriz Betsy von Furstenberg, adulada por Kubrick como mulher fatal)
Está patente no Museu de Belas-Artes de Bruxelas, até ao dia 1 de julho, uma exposição de fotografias de Stanley Kubrick que se dedicou-se à fotografia antes de optar pelo cinema. Em 1945, com 17 anos vendeu a sua primeira foto. Vendeu-a por 25 dólares à Look Magazine que era, então, a grande rival da Life. Era a foto de um vendedor de jornais emocionado pela morte de Roosevelt. Anos mais tarde Kubrick confessou que tinha encenado a foto. Era a primeira curta metragem de Stanley Kubrick tornada pública.
A exposição é composta por 130 de Kubrick publicadas na revista americana Look. Podemos ver algumas fotos aqui.
Antes de Stanley Kubrick se dedicar à fotografia tinha-se dedicado à música mas concluiu que como músico (pianista) não iria longe.
Também Portugal foi alvo da atenção de Stanley Kubrick, onde esteve em 1948. Deixou-se fascinar por aquela vila de pescadores onde fotografou os locais, a faina da pesca e sobretudo os rostos das crianças e as mulheres vestidas de negro. No livro de Rainer Crone "Stanley Kubrick: Drama and Shadows" (Pahaidon Press, 2006), as fotos da Nazaré ocupam o capítulo "Travelling in Portugal". Segundo Rainer Crone, Stanley Kubrick "inventou um conceito totalmente novo de fotografia, completamente diferente, que consiste em contar histórias com imagens fixas. Ele já então era um cineasta, todas estas fotos são verdadeiros storyboards".

Atravessar a pé as cataratas do Niagara



O equilibrista Nick Wallenda atravessou as cataratas do Niagara sobre um cabo. Foi o único a fazê-lo nos últimos 100 anos. Wallenda tem 33 anos e pertence à sétima geração de uma família de artistas de circo. Partiu de solo americano às 22h locais e chegou ao lado canadiano, tendo percorrido os cerca de 550 metros em aproximadamente 25 minutos.
Ninguém fica indiferente mas devemos reparar no esforço que faz para segurar a vara, dado o seu peso. Além disso, a vara é bastante flexível. De notar também que leva uma mochila e não consta que tenha usado o conteúdo da mochila durante a travessia. O objetivo da vara e da mochila são fazer baixar o centro de gravidade, tornando possível a proeza.

Damien Hirst

Está patente na Tate Modern uma exposição de obras de Damien Hirst. Mario Vargas Llosa é muito crítico em relação a Damien Hirst. Pode ler-se todo o artigo de opinião aqui. No entanto, eu destaco:

"No es exagerado decir que se trata de un honesto embaucador (embusteiro), que, en un mundo en el que ahora todo vale, donde el auténtico talento y el funambulismo andan confundidos, él pasa sus mercancías por lo que verdaderamente son, sin escrúpulos ni pretensiones, dejando que se ocupen de envolverlos en argumentos y justificaciones de densa tiniebla y especiosa dialéctica, esos críticos, galeristas y marchantes que, como los publicistas alquimistas de Saatchi, saben convertir todo lo que brilla en oro, vender gato por liebre e imponer su propia tabla de valores y de jerarquías en medio de la confusión que ha reemplazado las viejas certidumbres y patrones estéticos."
Também de destacar a diferença, que Mario Vargas Llosa regista, no que diz respeito à afluência do público a duas exposições dedicadas a Picasso e à exposição de obras de Damien Hirst:
"A diferencia de dos exposiciones dedicadas a Picasso en Londres – una, en la Tate Britain, documentando su influencia sobre el arte moderno en el Reino Unido y la segunda, en el Museo Británico, con la edición completa de la Suite Vollard, a las que se podía entrar sin demora por el limitado número de visitantes, para acceder a la gran retrospectiva consagrada en la Tate Modern a la obra de Damien Hirst, tuve que hacer una cola de tres cuartos de hora."