O Bloomsday é celebrado todos os anos para comemorar a vida e obra do escritor irlandês James Joyce. No seu mais emblemático romance, Ulisses, os acontecimentos desenrolam-se na cidade de Dublin ao longo de um único dia: 16 de Junho de 1904. Bloomsday porque uma das personagens principais do romance se chama Leopold Bloom.
sábado, 16 de junho de 2012
Historia menor de Grecia, de Pedro Olalla
Historia
menor de Grecia toma
directamente las fuentes históricas para plasmar de forma literaria una
reveladora colección de gestos humanos: decisiones, testimonios, ejemplos de
conducta, personajes y hechos de la «segunda fila» de la historia, que ilustran
de manera esclarecedora y emotiva la conformación y la supervivencia del
espíritu humanista desde la Antigüedad hasta nuestros días. Aristóteles en el
Ninfeo de Mieza, Polibio navegando hacia el exilio, Damaris en el Areópago,
Athenais a las puertas de Jerusalén, Metodio en Moravia, Ibn Qurra en la lejana
Carras, Pletón de regreso a Mistrás, Montaigne en su biblioteca de Périgord,
Evliya Çelebi en Atenas, el capitán Leake en los montes de Arcadia, Delacroix
en su estudio de París… Un vibrante relato de episodios menores sorprendentes y
desconocidos, cuyos protagonistas no son los griegos ni los persas, sino todos
los hombres. Su lectura nos alerta sobre la fragilidad de la cultura, sobre lo
efímero de sus conquistas y la necesidad de defenderlas cada día que amanece.
Nos ayuda también a comprender que la única civilización posible es la que une
a los hombres contra la barbarie.
(do catálogo da editora)
sexta-feira, 15 de junho de 2012
O Marquês d'Ávila e Bolama acabou com as Conferências do Casino
Em 1871, realizaram-se as
“Conferências do Casino”. Foram cinco conferências realizadas no Casino
Lisbonense, situado no Largo da Abegoaria, atualmente Largo de Bordalo Pinheiro,
n.º10. O edifício ficava na esquina com a antiga Travessa das Portas de Santa Catarina, hoje Travessa da
Trindade. Em 26 de dezembro de 1857, foi inaugurado com o nome de Café Concerto. Entre 1869
e 1870 o can-can foi aí o grande espectáculo. Posteriormente passou a
chamar-se Casino Lisbonense e encerrou em 1876.
O Programa das Conferências
foi redigido por Antero de Quental e assinado por: Adolfo Coelho, Antero de
Quental, Augusto Soromenho, Augusto Fuschini, Eça de Queirós, Germano V.
Meireles, Guilherme de Azevedo, J. Batalha Reis, Oliveira Martins, Manuel de
Arriaga, Salomão Sáraga e Teófilo Braga. Do programa constava: "não pode
viver e desenvolver-se um povo, isolado das grandes preocupações intelectuais
do seu tempo; o que todos os dias a humanidade vai trabalhando, deve também ser
o assunto das nossas constantes meditações."
A primeira conferência foi pronunciada por
Antero de Quental no dia 22 de maio e
era intitulada: “O Espírito das Conferências". A segunda, proferida no dia 27 de maio,
também da autoria de Antero de Quental, intitulava-se:
"Causas
da Decadência dos Povos Peninsulares". É uma das mais importantes obras do
pensador. O texto está acessível aqui. A terceira,
intitulada "Literatura Portuguesa", ocorreu a 6 de junho, por Augusto Soromenho. A quarta
conferência foi proferida a 12 de junho
por Eça de Queirós e tinha o título "O
Realismo como nova expressão da arte". A quinta, a 19 de junho, da autoria de Adolfo Coelho teve o título "O Ensino".
A sexta conferência, anunciada para o dia 26
de junho, seria da autoria de Salomão Sáraga e teria o título “Os Historiadores
Críticos de Jesus”. Quando as pessoas se preparam para entrar no Casino deparam
com uma portaria ministerial, afixada à porta, proibindo a realização dessa e
das futuras conferências. Quem assinava a portaria era o Marquês de Ávila e
Bolama. No protesto público, assinado por Anteo de Quental, Adolfo Coelho,
Batalha Reis e Salomão Sáraga, publicado nos jornais do dia seguinte, pode
ler-se: “Em nome da liberdade do pensamento,
da liberdade da palavra, da liberdade de reunião, bases de todo o direito
público, únicas garantias de justiça social, protestam, ainda mais contristados
do que indignados, contra a portaria que manda arbitrariamente fechar a sala
das Conferências democráticas. Apelam para a opinião pública, para a
consciência liberal do País, reservando a plena liberdade de respondermos a
este acto de brutal violência como nos mandar a nossa consciência de homens e
de cidadãos”.
Antero de Quental, num texto famoso publicado em 30 de junho, intitulado "Carta ao Ex.mo Senhor José D´Ávila, Marquês de Ávila, Presidente do Conselho", escreve: "A Portaria com que V.Ex.ª mandou fechar a sala das Conferências Democráticas, é um acto não só contrário à lei e ao espírito da época, mas sobretudo atentório da liberdade do pensamento, da liberdade da palavra, e da palavra de reunião, isto é, daqueles sagrados direitos sem os quais não há sociedade humana, verdadeira sociedade humana, no sentido ideal, justo, eterno da palavra. Pode haver sem eles aglomeração de corpos inertes: não há associação de consciências livres. Ex.mo. Sr.: nem eu nem V.Ex.ª passaremos à história: e muito menos as ineptas portarias que V.Ex.ª faz assinar a um rei sonâmbulo. Mas supondo por um momento que alguma destas coisas possa passar ao século XX, folgo de deixar aos vindouros com este escrito a certeza duma coisa: que em 1871 houve em Portugal um ministro que fez uma acção má e tola, e um homem que teve a franqueza caridosa de lho dizer".
O texto é de tal forma contundente que há quem admita que o ministro, abandonando o Ministério pouco depois (o governo caiu), nunca mais esqueceu a estocada do seu conterrâneo - ambos eram açorianos: Antero de Quental era natural de Ponta Delgada e António José de Ávila (Marquês de Ávila e Bolama) era natural da Horta.
O rei sonâmbulo, referido na carta aberta de Antero de Quental era D. Luís.
(fonte principal: "A geração de 70: alguns tópicos para a sua história" de João Gaspar Simões)
O rei sonâmbulo, referido na carta aberta de Antero de Quental era D. Luís.
(fonte principal: "A geração de 70: alguns tópicos para a sua história" de João Gaspar Simões)
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Quando o museu do século XXI é a vida do século XIX
FOTO:Hawkeye Aerial Photography
Más allá de ser el primer gran edificio de Zaha Hadid que se inaugura en el Reino Unido (el 21 de junio, antes que el Centro Acuático de los juegos olímpicos londinenses), el Riverside Museum de Glasgow supone la reinvención de una ciudad a partir de museizar su pasado industrial. Es cierto que ese gesto se ha convertido ya en un clásico en muchas ciudades europeas, que parecen más dispuestas a recordar su pasado industrial por la grandeza de los logros –ferrocarriles, invernaderos o barcos- que por el ruido, humo y dureza del trabajo de los obreros. Así, con las urbes consoladas por el turismo y sin preguntarse qué ha roto la relación entre industria y ciudad, lo llamativo de este nuevo intento es que el edificio ideado por la arquitecta iraquí reinventa además la tipología museística añadiendo al reclamo y al contenedor la cáscara que permite cobijar algo que no cabe en un edificio, algo hecho para la vida exterior. Así, muchos de los vehículos que ocupan el interior del nuevo centro han debido introducirse en el coloso antes de que este quedara cerrado. No sólo eso, entre barcos, coches y locomotoras, artilugios como un velódromo colgante invitan a recrear el pasado de un modo un tanto surrealista
(artigo de Anatxu Zabalbeascoa, publicado no site do jornal El País)
Pode ler-se o artigo completo aqui.
domingo, 10 de junho de 2012
Discurso de António Nóvoa
Discurso proferido por António Sampaio da Nóvoa (Reitor da Universidade de Lisboa) no dia 10 de junho de 2012:
"As palavras não mudam a realidade. Mas ajudam-nos a pensar, a conversar,
a tomar consciência. E a consciência, essa sim, pode mudar a realidade.
As minhas primeiras palavras são, por inteiro, para os portugueses que
vivem situações de dificuldade e de pobreza, de desemprego, que vivem hoje pior
do que viviam ontem.
É neles que penso neste 10 de Junho.
A regra de ouro de qualquer contrato social é a defesa dos mais
desprotegidos. Penso nos outros, logo existo (José Gomes Ferreira). É o
compromisso com os outros, com o bem de todos, que nos torna humanos.
Portugal conseguiu sair de um longo ciclo de pobreza, marcado pelo
atraso e pela sobrevivência. Quando pensávamos que este passado não voltaria
mais, eis que a pobreza regressa, agora, sem as redes das sociedades tradicionais.
Começa a haver demasiados “portugais” dentro de Portugal. Começa a haver
demasiadas desigualdades. E uma sociedade fragmentada é facilmente vencida pelo
medo e pela radicalização.
Façamos um armistício connosco, e com o país. Mas
não façamos, uma vez mais, o erro de pensar que a tempestade é passageira e que
logo virá a bonança. Não virá. Tudo está a mudar à nossa volta. E nós também.
Afinal, a História ainda não tinha acabado. Precisamos de ideias novas
que nos deem um horizonte de futuro. Precisamos de alternativas. Há sempre
alternativas.
A arrogância do pensamento inevitável é o contrário da liberdade. E
nestes estranhos dias, duros e difíceis, podemos prescindir de tudo, mas não
podemos prescindir nem da Liberdade nem do Futuro.
O futuro, Minhas Senhoras e Meus Senhores, está no reforço da sociedade
e na valorização do conhecimento, está numa sociedade que se organiza com base
no conhecimento.
Há a liberdade de falar e há a liberdade de viver, mas esta só existe
quando se dá às pessoas a sua irreversível dignidade social (Miguel Torga).
Gostaria de recordar o célebre discurso de Franklin D. Roosevelt,
proferido num tempo ainda mais difícil do que o nosso, em 1941. A democracia
funda-se em coisas básicas e simples: igualdade de oportunidades; emprego para
os que podem trabalhar; segurança para os que dela necessitam; fim dos
privilégios para poucos; preservação das liberdades para todos.
Numa situação de guerra, Roosevelt sabia que os sacrifícios têm de
basear-se numa forte consciência do social, do interesse coletivo, uma
consciência que fomos perdendo na vertigem do económico; pior ainda, que fomos
perdendo para interesses e grupos, sem controlo, que concentram a riqueza no
mundo e tomam decisões à margem de qualquer princípio ético ou democrático. É
uma “realidade inaceitável”.
Em mar de águas revoltas, é preciso manter o rumo, ter a sabedoria de
separar o acessório do fundamental. A Europa não é uma opção, é a nossa
condição. Uma Europa com uma nova divisa: liberdade, diversidade,
solidariedade.
A Europa é o nosso futuro, mas não nos iludamos. Ou nos salvamos a nós,
ou ninguém nos salva (Manuel Laranjeira). Falemos, pois, de Portugal e dos
portugueses.
Pelo Tejo fomos para o mundo… mas quantas vezes estivemos ausentes
dentro de nós? Preferimos a Índia remota, incerta, além dos mares, ao bocado de
terra em que nascemos (Teixeira de Pascoaes).
A Terra ou o Mar? Portugal ou o Mundo? A pergunta foi feita por todos
aqueles que pensaram Portugal.
No final do século XIX, um homem da Geração de 70, Alberto Sampaio,
explica que as nossas faculdades se atrofiaram para tudo que não fosse viajar e
mercadejar. Nunca nos preocupámos com a agricultura, nem com a indústria, nem
com a ciência, nem com as belas-artes. As riquezas que fomos tendo “mal
aportavam, escoavam-se rapidamente, porque faltava uma indústria que as
fixasse”, e o património da comunidade, esse, “em vez de enriquecer,
empobrecia”.
Nos momentos de prosperidade não tratámos das duas questões
fundamentais: o trabalho e o ensino. Nos momentos de crise é tarde: fundas
economias na administração aumentariam os desempregados, e para a reorganização
do trabalho falta o capital; falta o tempo, porque a fome bate à porta do
pobre. Então a emigração é o único expediente: silenciosa e resignadamente cada
um vai partindo, sem talvez uma palavra de amargura.
Este texto foi escrito há 120 anos. O meu discurso poderia acabar aqui.
Em silêncio.
Senhor Presidente da República,
Minhas Senhoras e Meus Senhores,
É esta fragilidade endémica que devemos superar. O heroísmo a que somos
chamados é, hoje, o heroísmo das coisas básicas e simples – oportunidades,
emprego, segurança, liberdade. O heroísmo de um país normal, assente no
trabalho e no ensino.
Parece pouco, mas é muito, o muito que nos tem faltado ao longo da
história.
Porque Portugal tem um problema de organização dentro de si:
- Num
sistema político cada vez mais bloqueado;
- Numa sociedade com instituições
enfraquecidas, sem independência, tomadas por uma burocracia e por uma
promiscuidade que são fonte de corrupção e desperdício;
- Numa economia frágil
e sem uma verdadeira cultura empresarial.
Estão a surgir, é certo, sinais de uma capacidade de adaptação e de
resposta, de baixo para cima. Precisamos de transformar estes movimentos numa
ação sobre o país, numa ação de reinvenção e de reforço da sociedade.
Chegou o tempo de dar um rumo novo à nossa história.
Portugal tem de se organizar dentro de si, não para se fechar, mas para
se abrir, para alcançar uma presença forte fora de si.
Não conseguiremos ser alguém na Europa e no mundo, se formos ninguém em
nós.
Não é por sermos um país pequeno que devem ser pequenas as nossas
ambições. O tamanho não conta; o que conta, e muito, é o conhecimento e a
ciência.
Senhor Presidente de República,
O convite de V. Ex.ª, que muito agradeço, é um gesto de reconhecimento
das universidades e do seu papel no futuro de Portugal.
Em Lisboa, na célebre Conferência do Casino (1871), Antero disse o
essencial: A Europa culta engrandeceu-se, nobilitou-se, subiu sobretudo pela
ciência: foi sobretudo pela falta de ciência que nós descemos, que nos
degradámos, que nos anulámos.
Antero tinha razão e o século XX ainda mais razão lhe veio dar. O drama
de Portugal, do nosso atraso e da nossa dependência, tem sido sempre o
afastamento de sociedades que evoluíram graças ao conhecimento e à ciência.
Nas últimas décadas, realizámos um esforço notável no campo da educação
(da escola pública), das universidades e da ciência.
Pela primeira vez na nossa história, começamos a ter a base necessária para
um novo modelo de desenvolvimento, para um novo modelo de organização da
sociedade.
É uma base necessária, mas não é ainda uma base suficiente.
Existe conhecimento. Existe ciência. Existe tecnologia. Mas não estamos
a conseguir aproveitar este potencial para reorganizar a nossa estrutura social
e produtiva, para transformar as nossas instituições e empresas, para integrar
uma geração qualificada que, assim, se vê empurrada para a precariedade e para
o desemprego.
É este o nosso problema: a ligação entre a universidade e a sociedade. É
esta a questão central do país: uma organização da sociedade com base na
valorização do conhecimento.
Insisto. Apesar de todos os contratempos, Portugal tem hoje uma
capacidade instalada, nas universidades e na ciência, que nos permite sair de
uma posição menor, periférica, e superar o fosso tecnológico que se cavou entre
nós e a Europa.
Não temos tempo para hesitações. As universidades vivem de liberdade,
precisam de ser livres para estarem à altura do que a sociedade lhes pede.
É por aqui que passa o nosso futuro, pela forma como conseguirmos ligar
as universidades e a sociedade, pela forma como conseguirmos que o conhecimento
esteja ao serviço da transformação das nossas instituições e das nossas
empresas.
É por aqui que passa o nosso futuro, um outro futuro para Portugal.
Minhas Senhoras e Meus Senhores,
Também Lisboa se está a transformar graças à criação, à energia da
cultura e da ciência, graças aos estudantes que aqui chegam de todas as partes
do mundo.
Lisboa é dos poetas. Em abril, a poesia esteve na rua e fez-nos emergir
da noite e do silêncio. A poesia volta sempre à rua, através desta língua que é
a nossa mátria, desta língua que nos permite estar connosco e com os outros,
nas comunidades que nos multiplicaram pelo mundo e nos países que são parte de
nós.
25 anos depois, não esqueço José Afonso: Enquanto há força, cantai
rapazes, dançai raparigas, seremos muitos, seremos alguém, cantai também.
Cantemos todos. Por um país solidário. Por um país que assegura o direito
às coisas básicas e simples. Por um país que se transforma a partir do
conhecimento.
Não podemos ser ingénuos. Mas denunciar as ingenuidades não significa
pôr de lado as ilusões, não significa renunciar à busca de um país liberto, de
uma vida limpa e de um tempo justo (Sophia).
Foi esta
busca que me trouxe ao Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades
Portuguesas."
O discurso pode ser ouvido aqui.
Isabelle Faria
Isabelle Faria, Loving chocolate – Gluttony, 2012 Técnica mista sobre papel 156 x 263 cm
Na Casa da Cerca (Almada), até 2 de setembro, está patente a exposição “Seven Years/Seven Sins, Gluttony - Tender Pleasure" de Isabelle Faria. Esta exposição encerra o ciclo de criação em torno dos sete pecados mortais, que a autora tem vindo a desenvolver. “Seven Years/Seven Sins” apresenta um forte conjunto de desenhos sobre a Gula, o pecado que fecha este ciclo, mas também alguns trabalhos sobre os demais pecados.
Há sete anos que Isabelle Faria trabalha os sete pecados mortais. Depois da Luxúria, da Vaidade, da Ira, da Inveja, da Preguiça e da Cobiça, chegou agora a vez da Gula - Tender Pleasure.
Em todos os casos, Isabelle Faria tem marcado a escolha deste clássico tema bíblico e artístico com imagens inquitantes e provocatórias. Tomando as diversas faces do excesso, a Gula veste-se do consumo exagerado do chocolate, dos bolos, do álcool, dos comprimidos, do jogo, dos amantes, dos fetiches, do dinheiro. A cor (ou o denso riscado do negro sobre constraste do plano branco do suporte), exuberante, riscada ou espalhada a pincel no corpo do papel, lambuzada numa gula frenética de marcar com o gesto a luxúria deste pecado, sustenta os temas que lembram que cada pecado não é mais do que mais uma face de todos os outros.
(do texto de Emília Ferreira, no catálogo da exposição)
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