domingo, 10 de junho de 2012

Maria Keil

Pormenor do painel da Av. Infante Santo

Maria Keil, artista plástica com 97 anos, autora de diversos painéis de azulejos, nomeadamente em estações do metropolitano de Lisboa, morreu hoje.

Álvaro Siza entra na coleção do MoMA


Pormenor do museu Iberê Camargo, na cidade brasileira de Porto Alegre(DR)
"O Museu de Arte Moderna de Nova Iorque (MoMA) comprou três projectos de Álvaro Siza para a sua colecção. É a primeira vez que um arquitecto português vai estar representado numa colecção que tem privilegiado sobretudo arquitectos americanos ou com obra nos Estados Unidos – o que não é o caso de Siza.
As aquisições, que foram aprovadas esta quinta-feira no MoMA, consistem em projectos de início de carreira, mas também uma obra mais recente – o Museu Iberê Camargo, em Porto Alegre, no Brasil, inaugurado em 2008. O museu nova-iorquino adquiriu 21 desenhos e uma maqueta do Iberê Camargo, que considera representativo da “maturidade total do estilo pessoal” do arquitecto e que é “um edifício de destaque na obra de Siza, bem como na arquitectura do século XXI em geral”, lê-se num comunicado de imprensa enviado ao PÚBLICO. 

As aquisições incluem também 30 desenhos, 21 fotografias, uma maqueta e brochura do projecto de habitação de São Victor, no Porto, representativo da produção arquitectónica do período revolucionário no pós-25 de Abril. Foi criado e construído entre 1974 e 1977, no âmbito das operações SAAL (Serviço de Apoio Ambulatório Local), que mobilizaram vários arquitectos portugueses para oferecer melhores condições de habitação a populações carenciadas. 

Por fim, o MoMA adquiriu também 33 desenhos e 14 fotografias do edifício do Banco Pinto & Sotto Mayor em Oliveira e Azeméis, projectado e construído entre 1971 e 1974. O comunicado de imprensa do MoMA descreve-o como “um dos mais elaborados e refinados exemplos da abordagem experimental deste mestre”."
(Fonte: site do jornal Públicos, artigo de Kathleen Gomes)

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Edward Hopper e o cinema

De 12 de Junho até 16 de Setembro de 2012, estará patente no Museu Thyssen-Bornemisza, em Madrid, uma exposição de obras de Edward Hopper (1882-1967).
A exposição foi organizada pelo Museu Thyssen-Bornemisza, em colaboração com a Réunion des Musées Nationaux de France. Ambas as instituições são uma referência quanto a Hopper. De facto, o Museu Thyssen-Bornemisza possui a coleção mais importante do autor fora dos Estados Unidos.
O crítico de cinema Carlos Boyero percorre a exposição e evidencia a influência que a obra de Hopper exerceu no cinema.
Podemos ver e ouvir Carlos Boyero, a percorrer a exposição, aqui.
A exposição é comissariada por Tomàs Llorens que a apresenta aqui.
Os quadros e artigos aqui.

Philip Roth galardoado com o Prémio Príncipe das Astúrias das Letras

Philip Roth, 79 anos, foi galardoado por uma obra que revela uma "complexa visão da realidade, que se debate entre a razão e o sentimento, como sinal dos tempos e do desassossego do presente", refere a ata do júri.
Numa reação ao prémio, que tem um valor monetário de 50 mil euros, o escritor afirmou em comunicado que "foi particularmente doloroso" saber que venceu o galardão poucas semanas depois da morte do escritor mexicano e amigo Carlos Fuentes.
"Queria que estivesse vivo para poder ouvir a sua voz ao telefone dando-me os parabéns pelo prémio", disse, referindo-se ao amigo como um dos melhores romancistas do tempo atual em língua espanhola.
Philip Roth é considerado um dos melhores escritores norte-americanos dos últimos 25 anos, tendo sido proposto várias vezes para o Prémio Nobel da Literatura.
Em 1998 obteve o Pulitzer com o romance "Pastoral Americana" e tem uma obra que reflete a sua curiosidade pela identidade pessoal, cultural e étnica e pela criação artística.
Em 2011 foi distinguido com Man Booker International Prize para ficção, pelo conjunto da obra literária.
A obra de Philip Roth está publicada em Portugal, sobretudo pela D. Quixote, incluindo títulos como "Pastoral Americana", "Casei com um comunista", "O complexo de Portnoy", "A mancha humana", "O fantasma sai de cena", "Todo-o-mundo", "A conspiração contra a América", "Património", "Humilhação" e "Nemésis".
"Tricky Dick" ("Our Gang, Starring Tricky Dick And His Friends"), uma sátira sobre os anos de Richard Nixon na Casa Branca, foi um dos primeiros títulos do escritor em português, editado após o 25 de Abril de 1974.
Philip Roth é o quarto escritor norte-americano a receber o Prémio Príncipe das Astúrias das Artes, depois de Arthur Miller (2002), Susan Sontag (2003) e Paul Auster (2006).
No ano passado, o galardão foi atribuído ao escritor e músico canadiano Leonard Cohen.
(Notícia publicada no site da RTP)
Na entrevista concedida a 3 de julho de 2010, Philip Roth fala da sua última obra publicada: Nemesis. Pode ser lida aqui.
Muito interessante a entrevista de Philip Roth a Milan Kundera (30/11/1980). Pode ler-se aqui.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Desenho de Álvaro Siza Vieira

Desenho da Ponte da Arrábida feito pelo Arquiteto Álvaro Siza Vieira para a capa da Notícias Magazine do dia 3 de junho de 2012.

terça-feira, 5 de junho de 2012

"El artista y la modelo" de Fernando Trueba

Artigo da autoria de Gregorio Belinchón, publicado no site do jornal El País:

"El artista y la modelo es la última película de Fernando Trueba. Basada en un guion coescrito por el mismo Trueba y el maestro Jean-Claude Carrière, la historia transcurre en verano de 1943, en un lugar del Roussillon, en la Francia ocupada, cerca de España, en el que un viejo escultor famoso, hastiado de la vida y de la locura de la humanidad, reencuentra, gracias a la llegada de una joven española escapada de un campo de refugiados, el deseo de volver a trabajar y esculpir su última obra. En un estupendo blanco y negro, la película llegará a las salas el 28 de septiembre.
Ya en el mismo título, Fernando Trueba deja claro que su película se centrará en un tema recurrente el arte: las relaciones entre un artista y su musa. En este caso, su protagonista es un escultor de 80 años, Marc Cros (al que da vida Jean Rochefort), que dejó de trabajar hace ya tiempo. Desilusionado con todos y con todo, parece que no espera más de la vida. Hasta que un día su esposa, Léa (Claudia Cardinale), encuentra en la calle a una joven campesina española, Mercè (Aida Folch, que empezó en el cine con Trueba en El embrujo de Shanghai), que huye del ejército franquista, y decide acogerla en el taller del escultor. Así se convertirá, mientras charlan de lo divino y de lo humano, en la musa de la última obra de Cros.
Fernando Trueba ya trabajó en este guion con Rafael Azcona, y comenzó de cero su labor en el libreto cuando se juntó con Jean-Claude Carrière. El anterior filme de Trueba, Chico y Rita, llegó a la selección final del Oscar a la mejor película de animación. En estos momentos, el madrileño está desarrollando otro proyecto animado, aunque antes defenderá y promocionará El artista y la modelo, con una fecha de estreno, 28 de septiembre, que podría dar pistas sobre su posible camino festivalero (¿San Sebastián?). Sin más, el tráiler."
Vale a pena ver o trailer do filme. Podemos vê-lo aqui. Perante estas imagens, ninguém fica indiferente.

Aires Mateus, Lar de Idosos, Alcácer do Sal

Foto de VIII BIAU
Mais fotos aqui:
O artigo, da autoria de Anatxu Zabalbeascoa, publicado no blog do jornal El País, denominado Estirador, tem o título: "Minimalismo con boina":

Rara vez un edificio consigue tanto y delata tan poco sacrificio. El asilo que Francisco y Manuel Aires Mateus han levantado en Alcácer do Sal, en el Alentejo portugués, lee a la vez la vida de sus futuros ocupantes, repiensa el programa habitual de los geriátricos combinando las instalaciones de un hotel con las de un hospital, atiende al lugar, redefine una tipología y retrata a los autores del proyecto. Así, el asilo es a la vez muro y sendero, una suma de unidades independientes y un gran edificio común.
Uno de los muchos problemas que entorpecen la vida de los ancianos es el de la movilidad, la dificultad para trasladarse. Y otro mayor puede derivarse de que los viejos decidan no moverse. Francisco y Manuel Aires Mateus estudiaron las normas no escritas de la microsociedad que forman los ocupantes de los asilos. Más que en ningún otro momento de su vida, los ancianos sufren y disfrutan los edificios. La arquitectura puede cambiarles la cotidianidad facilitándoles ocupaciones previsibles pero dejándoles espacio para que existan imprevistos. Este asilo encargado por la Santa Casa de Misericordia del pueblo trata de alegrar los días de los viejos. Por eso, en esta ocasión, el minimalismo exquisito de los hermanos Aires Mateus se pone boina: para meterse en los zapatos de los residentes de su inmueble.

Fue la dificultad de los movimientos lo que, lejos de convertir el asilo en un laberinto de rampas, llevó a pensar e investigar a los arquitectos. Si cada movimiento es costoso, difícil y hasta doloroso, era preciso hacer que los desplazamientos merecieran la pena, que el esfuerzo tuviera premio, que las emociones se juntaran con las funciones a la hora de desplazarse por el asilo. El retranqueo de los diversos módulos que forman el edificio ofrece esa posibilidad. Los pasos están rotos, las vistas varían, los senderos se entrecruzan. Los arquitectos pensaron en las necesidades de los ancianos como colectivo, atendieron a las normas de esa microsociedad. Pero trataron de dirigirse a los usuarios del asilo como individuos, con las necesidades de todos de relacionarnos y mantener un recinto privado. Por eso las habitaciones de este asilo son casi casas, unidades que fragmentan, sin romperla, su pertenencia al edificio común. Espacialmente, el inmueble es un cuerpo zigzagueante al que los arquitectos han ido sustrayendo cubos que han convertido en patios de luz y miradores.

El programa -“mezcla entre hotel y hospital”, explican los proyectistas- busca llevar luz y calidad contemplativa a las habitaciones de los inquilinos. Así, en todas las estancias, un paño entero de la pared es de vidrio. El retranqueo del edificio no solo busca emular los meandros topográficos, también trata de preservar la privacidad de los ocupantes sin robarles luz ni vistas. Al final, ese gesto que atiende al suelo y a las necesidades de los usuarios también consigue añadir expresión a un proyecto suma de módulos en el que conviven, parece que plácidamente, tantas voluntades.