domingo, 18 de março de 2012

Alexandre, o Grande, já não está no Afeganistão

Protestos pela queima de vários exemplares do Corão por parte de soldados dos E.U.A. - foto de Ahmad Masood (REUTERS)

Estados Unidos tiene serios problemas en Afganistán. No solo ha perdido la guerra en la se embarcó en 2001, poco después del 11-S, sino que ahora, tras la matanza de Kandahar, la derrota es visible a todos. También ha perdido el contacto con la realidad, embutido en su propaganda. Hasta el presidente afgano, Hamid Karzai, que les debe el trono, se ha atrevido a exigir que las tropas norteamericanas dejen de patrullar en las ciudades, se concentren en sus bases urbanas y se limiten a las zonas rurales. Esto supondría adelantar un año del calendario de retirada.

Karzai habla con la boca pequeña porque su Ejécito, creado, adiestrado y financiado por la OTAN, no tiene (aún) capacidad para derrotar a sus enemigo. Karzai -una marioneta de Washington, según los talibanes- habla para su opinión pública, crispada desde la quema de los Coranes, y ante la que quiere parecer al mando.

Los talibanes, que viven su 'momentum', como dirían los estadounidenses, han suspendido todo contacto, conversación o negociación con el ocupante. Es una estrategia: buscan ganar tiempo, quizá mejorar su posición negociadora. La negociación es la única salida para los estadounidenses: encontrar una puerta que les permita 'vender' que han empatado el partido. A los talibanes no les gusta el fútbol ni los símiles. Solo tienen paciencia; su fin volver al poder en Kabul.

Afganistán es un país montañoso de gente esculpida en el dolor y la resistencia; un país hermoso, tribal y complejo. El único extranjero que conquistó Afganistán y doblegó a los clanes pastunes, etnia que de la se nutren los talibanes, fue Alejadro Magno. Sus tropas cometieron lo que hoy llamaríamos un genocidio. Solo por aplastamiento es posible ganar una guerra en este país. Un diplomático occidental me dijo en 2009: "Afganistán es tan inexplicable que Alejandro entró siendo homosexual y partió casado.

(artigo de Ramón Lobo, publicado no site do jornal El País)

terça-feira, 13 de março de 2012

No Afeganistão, as crianças são apenas civis

A notícia é (site da SIC Notícias, por exemplo):

"Soldado norte-americano mata 16 civis afegãos em Kandahar".

Um "pormenor" que não é destacado pela informação em Portugal: dos 16 civis 9 são crianças.

Notícia da tv globo aqui.

Façamos o paralelismo entre este massacre e o acidente de autocarro que ocorreu na Suíça.

Títulos do jornal Público:

"Soldado americano mata 16 pessoas em ataque inexplicável"

"Bélgica em choque com acidente que mata 28 pessoas, das quais 22 crianças"

Títulos do jornal "Diário de Notícias":

“Talibãs juram vingar massacre de civis em Kandahar por militar norte-americano”

“Soldado americano mata 16 civis afegãos”“22 crianças belgas morrem em acidente de autocarro”

Títulos do jornal Expresso:

“Soldado americano mata 15 civis afegãos”

“Afeganistão: Atacada delegação que conduz inquérito sobre massacre de 16 civis”

“22 crianças belgas morrem em acidente de autocarro”

No 2º caso tem relevância o facto de serem crianças, 22 das 28 pessoas que morreram.

No 1º caso não tem relevância o facto de serem crianças, 9 das 16 pessoas mortas.

Porquê?

Será que não é reconhecido, às crianças afegãs, o direito de serem crianças?

Vénus, Júpiter e Marte

(Imagem: Starry Night Software - fonte)
Vénus e Júpiter, que têm vindo a aproximar-se, vão estar hoje mais próximos um do outro. A partir daqui vão afastar-se. A sua observação é muito fácil, olhando para poente, depois do Sol se pôr.
Olhando para Nascente é também simples a observação de Marte, o planeta vermelho.

domingo, 11 de março de 2012

Lawrence Ferlinghetti

Ferlinghetti frente à livraria que fundou, em 1953, em S. Francisco

Poema dito pelo autor, aqui.

"Pity the nation"

Pity the nation whose people are sheep,

and whose shepherds mislead them.

Pity the nation whose leaders are liars, whose sages are silenced,

and whose bigots haunt the airwaves.

Pity the nation that raises not its voice,

except to praise conquerors and acclaim the bully as hero

and aims to rule the world with force and by torture.

Pity the nation that knows no other language but its own

and no other culture but its own.

Pity the nation whose breath is money

and sleeps the sleep of the too well fed.

Pity the nation — oh, pity the people who allow their rights to erode

and their freedoms to be washed away.

My country, tears of thee, sweet land of liberty.

"Pobre da nação"

Pobre da nação cujo povo é de cordeiros

E cujos pastores extraviam

Pobre da nação cujos líderes são mentirosos cujos sábios são silenciados

E cujos preconceituosos assombram as antenas

Pobre da nação que não levanta a sua voz

Exceto para louvar os conquistadores e aclamar o fanfarrão como herói

E pretende dominar o mundo pela força e pela tortura.

Pobre da nação que não conhece outra língua além da sua

Nem outra cultura além da sua.

Pobre da nação que respira dinheiro

E que dorme o sono dos bem alimentados demais.

Pobre da nação – oh, pobre do povo que permite a erosão dos seus direitos

E que as suas liberdades sejam levadas para longe.

Meu país, choro por ti, doce terra da liberdade.

(citado por José Pacheco Pereira no seu programa "Ponto Contraponto")

Júlio Pomar

"Há uma necessidade que nos leva a determinado ato, a determinada parte, a determinados convívios. O que importa é essa necessidade e o reconhecimento dela. Muitas vezes as pessoas não têm coragem para isso. Que isto de viver é difícil, não é brincadeira nenhuma. Não sabemos viver com as nossas contradições. "É um indivíduo cheio de contradições", dizem as famílias. Ainda bem! Se não tem consciência das suas contradições, o bicho homem anda com as quatro patas no chão."
Júlio Pomar, na entrevista conjunta com Mário Soares, dada a Anabela Mota Ribeiro e publicada no suplemento do jornal Público de hoje.

sábado, 10 de março de 2012

E Tudo o Vento Levou

"Mas, juntos em matéria de fé económica ultraliberal, devotos das teses da escola monetarista de Chicago, Thatcher e Reagan arruinaram os seus países e destruíram quase uma geração. Quando eles saíram de cena, a "Time" (insuspeita de simpatias de esquerda) fez uma imortal capa, decalcada da célebre cena do "E Tudo o Vento Levou", em que Clark Gable carrega ao colo Vivian Leigh enquanto a casa arde em fundo. Na capa da "Time", com a Casa Branca ardendo em fundo, Reagan carregava Thatcher ao colo e o título rezava: "Milton Friedman presents: Gone With The Wind".
Não tarda muito, estarei a ver uma capa destas, com Vítor Gaspar carregando Passos Coelho ao colo e o título: "E tudo as nossas ilusões levaram"."
Excerto da crónica de Miguel Sousa Tavares, publicada no jornal Expresso de hoje.

Restaurante Jaffa, em Telavive

Foto de Amit Geron
O restaurante Jaffa, em Telavive, do chef Haim Cohen, foi projetado pelos arquitetos Baranowitz e Kroenenberg.

"Haim Cohen es uno de los chefs más conocidos de Tel Aviv. En un lugar que mezcla ingredientes y cocinas, la suya se ha hecho famosa por trabajar los alimentos con honestidad (en la selección de materiales y en los juegos gastronómicos) y hasta con ingenuidad (en la naturalidad de las propuestas). Cohen buscó a los arquitectos Baranowitz y Kroenenberg para que tradujeran ese credo en restaurante.

El resultado es un local de estética industrial, inacabada y actual, pero con la calidez de la tradición y la distinción del povera que convierte los vulgares desconchados en vestidos extraordinarios. Con suelos y paredes de hormigón, los arquitectos explican que buscaron trabajar con “agua, hormigón y acero de la misma manera que Cohen cocina con agua, harina y aceite de oliva”. La sencillez admite matices: el cemento de los muros está lijado para dejar ver las piedras que se mezclan con el polvo cuando se levanta una pared."

Texto integral de