
domingo, 4 de março de 2012
A Porta do Inferno

O horror ao vazio e ao silêncio

quinta-feira, 1 de março de 2012
Alfred Hitchcock
“Nunca filmo uma fatia de vida porque as pessoas podem muito bem encontrar isso em casaou na rua, ou até diante da porta do cinema. Não precisam de pagar para ver uma fatia da vida. Por outro lado, afasto igualmente todos os produtos de pura fantasia, porque é importante que o público possa reconhecer-se nas personagens. Rodar filmes, para mim, quer dizer em primeiro lugar, e antes de tudo, contar uma história. Essa história pode ser inverosímil, mas nunca deve ser banal. É preferível que seja dramática e humana. O drama é uma vida de que se eliminaram os momentos aborrecidos. A seguir entra em jogo a técnica e aí, sou inimigo do virtuosismo. É preciso acrescentar técnica à acção. Não se trata de colocar a câmara num ângulo que provoque entusiasmo no chefe operador. A única questão que me ponho é de saber se a instalação neste ou naquele sítio permite dar à cena a sua força máxima. A beleza das imagens, a beleza dos movimentos, o ritmo, os efeitos, tudo deve ser submetido e sacrificado à acção.”
Alfred Hitchcock
Fonte: Cineclube de Viseu
Central Hidroelétrica do Tua
O arquiteto Souto Moura apresentou hoje, no Porto, o seu projeto para o edifício do aproveitamento hidroelétrico da Foz do Tua, cuja obra começou no ano passado. A obra, a primeira deste arquiteto numa barragem, traduz o objetivo da EDP em "reduzir o impacto dessa infraestrutura na paisagem do Douro".
A obra, quase integralmente subterrânea adopta formas e materiais característicos da região. À superfície, descreveu Souto Moura "tendo como pano de fundo a barragem, e em primeiro plano a ponte do engenheiro Edgar Cardoso, a imagem do edifício da Central ficará reduzido a um complexo de máquinas que obrigatoriamente deverá ficar no exterior, na natureza, artificialmente natural".
Notícia retirada daqui.
A revista Visão também noticia o assunto, dando destaque à frase de Eduardo Souto de Moura: "Faz-me impressão o maniqueísmo: a barragem é má, o betão é mau, o verde é bom. E a energia eólica custa seis vezes mais do que a hídrica".
Paul Krugman ao Expresso

Não culpem o Rio, por Michel Rocard
Estamos há pouco mais de uma década no século XXI, mas um terrível precedente já foi estabelecido: todas as grandes negociações internacionais e principais esforços de cooperação iniciados neste século terminaram, até agora, em fracasso.
Em relação ao meio ambiente, a luta contra o aquecimento global chegou a um impasse, com as três últimas conferências anuais sobre as alterações climáticas das Nações Unidas, em Copenhaga, Cancún e Durban, a falharem na renovação do Protocolo de Quioto.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Paul Krugman, Doutor honoris causa pelas: UL, UTL e UNL

Paul Krugman, que recebeu hoje o doutoramento honoris causa por três universidades (a de Lisboa, a Técnica e a Nova), começou o seu discurso dizendo que é em alturas de crise como a actual que os economistas e a análise económica são mais úteis, mas que não é isso que está a acontecer. “É doloroso para mim assistir ao fracasso da profissão”, atirou o economista. O prémio Nobel da Economia em 2008, que tem sido particularmente crítico à via de austeridade seguida pelos países europeus para combater a crise, atribuiu boa parte da responsabilidade por isso aos economistas. Segundo Krugman, os argumentos usados para defender medidas de austeridade em vez de mais investimento público ou de expansão monetária têm muita pouca base de sustentação. “Havia economistas a usar argumentos de há 80 anos, que foram refutados no debate económico nos anos seguintes”, explica, acusando os colegas de profissão de terem esquecido a história das depressões económicas e a fórmula certa para as combater. “Algo correu muito mal na profissão e com consequências muito graves para o mundo”, salientou Krugman, admitindo mesmo que “o que se passa na Europa e no mundo se deve em grande parte ao fracasso dos economistas”. “Dediquei a minha vida ao avanço da economia e agora temos uma situação em que a profissão é inútil”, lamentou o prémio Nobel, para de seguida lançar um apelo: “Não é altura de os economistas de ficarem calados, a vida de milhões de pessoas está em jogo, é altura de a profissão se auto-analisar”. E terminou com um misto de sinal de esperança e de aviso, ao dizer que a crise actual irá acabar, mas que haverá sempre outra – uma certeza deixada pela história económica, mas que Krugman diz que foi esquecida pelos seus colegas. (do site do jornal Público)
