
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Centro Social em Teo (Corunha)

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Charles Dickens
"As this was a great deal for the carrier (whose name was Mr. Barkis) to say - he being, as I observed in a former chapter, of a phlegmatic temperament, and not at all conversational - I offered him a cake as a mark of attention, which he ate at one gulp, exactly like an elephant, and which made no more impression on his big face than it would have done on an elephant's.
'Did SHE make 'em, now?' said Mr. Barkis, always leaning forward, in his slouching way, on the footboard of the cart with an arm on each knee.
'Peggotty, do you mean, sir?'
'Ah!' said Mr. Barkis. 'Her.'
'Yes. She makes all our pastry, and does all our cooking.'
'Do she though?' said Mr. Barkis. He made up his mouth as if to whistle, but he didn't whistle. He sat looking at the horse's ears, as if he saw something new there; and sat so, for a considerable time. By and by, he said:
'No sweethearts, I b'lieve?'
'Sweetmeats did you say, Mr. Barkis?' For I thought he wanted something else to eat, and had pointedly alluded to that description of refreshment.
'Hearts,' said Mr. Barkis. 'Sweet hearts; no person walks with her!'
'With Peggotty?'
'Ah!' he said. 'Her.'
'Oh, no. She never had a sweetheart.'
'Didn't she, though!' said Mr. Barkis.
Again he made up his mouth to whistle, and again he didn't whistle, but sat looking at the horse's ears.
'So she makes,' said Mr. Barkis, after a long interval of reflection, 'all the apple parsties, and doos all the cooking, do she?'
I replied that such was the fact.
'Well. I'll tell you what,' said Mr. Barkis. 'P'raps you might be writin' to her?'
'I shall certainly write to her,' I rejoined.
'Ah!' he said, slowly turning his eyes towards me. 'Well! If you was writin' to her, p'raps you'd recollect to say that Barkis was willin'; would you?'
'That Barkis is willing,' I repeated, innocently. 'Is that all the message?'
'Ye-es,' he said, considering. 'Ye-es. Barkis is willin'."
David Copperfield
Charles Dickens

"Todos conhecem a história daquele outro filósofo experimental, que imaginara uma bela teoria para fazer com que um cavalo vivesse sem comer e que a aplicou tão bem que chegou a dar ao cavalo a ração de fio de palha. Indubitavelmente, ficaria aquele animal ágil e ligeiro, se não tivesse morrido vinte e quatro horas antes de receber pela primeira vez uma forte ração de ar puro." Oliver Twist
Charles Dickens

Ilustração para o livro "Little Dorrit", por Sol Eytinge, Jr. 1871
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
François Truffaut

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Pedro Rosa Mendes deixa recado na sua última crónica
Numa crónica emitida esta quarta-feira de manhã, a sua última na Antena 1, o escritor e jornalista Pedro Rosa Mendes não deixou de repudiar o que considera ser "uma sociadade asfixiada por valores do silêncio, da cobardia, do bajulamento".
O espaço de opinião "Este Tempo", na Antena 1, chegou ao fim envolto em polémica. Depois de Pedro Rosa Mendes ter acusado a antena pública de "censura", na sequência do seu afastamento alegadamente na sequência de uma crónica sobre a RTP e Angola, o jornalista encerrou a sua colaboração dedicando a primeira parte da sua crónica, de quase seis minutos, ao livro de memórias do cineasta cambojano Rithy Panh, L'élimination [A eliminação], editado recentemente em França. E na segunda parte traça um paralelo entre o regime dos Kmer Vermelhos e o Portugal de hoje. "Rithy Panh conta-me o Camboja dos anos 1970 e o seu livro reenvia-me, uma e outra página, com uma força que me deixa sem pulso, para o Portugal do presente. Para um país, precisamente, onde quatro décadas de democracia produziram, afinal, uma sociedade asfixiada por valores do silêncio, da cobardia, do bajulamento e dessa gangrena da nossa pátria que é a inveja social", afirmou, para continuar: "Por junto, uma cultura mesquinha que quase sempre não há ninguém que diga aquilo que todos sabem, mas que todos devem calar. Uma terra onde, finalmente, se instalou o medo e uma noção puramente alimentar da dignidade individual. Traduza-se: "está caladinho, para guardares o trabalhinho"."E o jornalista prossegue: "Neste aspecto, em genocídio ou em democracia, os reflexos e os mecanismos são os mesmos. O rapazinho de 13 anos, por exemplo, conta como foi uma vez chamado pela directora das crianças lá no campo [de concentração]: "Camarada, tens de fazer a tua autocrítica. Ontem, contaste que homens chegaram à Lua e fizeste o elogio dos imperialistas americanos. São invenções. Mentiras. O teu comportamento é inaceitável. Traíste os teus camaradas. Estamos a ouvir-te." Retenho também um provérbio kmer, escrito numa frase isolada por Rithy Panh: "A verdade é um veneno"."Para fechar a crónica, Rosa Mendes deixa uma espécie de recado: "Tenho para mim que as escolhas limite se fazem todos os dias, no nosso quotidiano, e duvido muito que quem vive de espinha dobrada em tempo de paz, em tempo feliz como é - já nos esquecemos - o tempo democrático, seja capaz de endireitar a espinha em tempos difíceis". A última crónica de Pedro Rosa Mendes na Antena 1 termina com um lacónico "bom dia e muito boa sorte".
Recorde-se que também a cineasta Raquel Freire se despediu esta semana da rubrica, tendo revelado ao DN: "Há um ano que estou a ser ameaçada pela direção, desde que fiz uma crónica sobre o presidente da República, Cavaco Silva".
Fonte oficial do gabinete do ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, demarca-se de qualquer ligação ao caso: "É uma decisão editorial da RDP", insiste. O PS e o BE já vieram exigir explicações às direções da rádio, que oficialmente ainda não se pronunciaram sobre o assunto. "A decisão de terminar com a série já estava tomada há algum tempo, antes do referido programa [o de Pedro Rosa Mendes] ter sido emitido. Os contratos dos colaboradores terminam a 31 de janeiro", lê-se no comunicado de Luís Marinho, diretor-geral.
(notícia no site do Diário de Notícias)
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Fico atónito quando o Governo vai além da troika
Fotografia de Nuno Pinto Fernandes
