terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Posar ou não posar, eis a questão

Retrato realizado por Slim Aarons en 1959 en California.

Posar es congelarse por unos segundos y hacerlo, se entiende, con el calor de la vida. Es eso que diferencia a una persona fotogénica de otra, su capacidad para respirar cuando un fotógrafo te pide que no te inmutes. El tercer volumen de la Colección C Photo gira alrededor del posado, sin duda uno de los ejes que determina la historia de la fotografía y la actitud a lo largo de las décadas de los fotógrafos frente a las personas fotografiadas y viceversa.

Bajo el título Posado, no posado, el libro incluye trece porfolios que han sido elegidos por Tobia Bezzola, comisario del Kunsthaus de Zúrich y editor invitado de este tercer volumen de esta serie de libros dedicados a la fotografía. Para Bezzola “la pose” es un asunto de cuya trascendencia roza lofilosófico y va más allá de la historia de la fotografía ya que determinarasgos psicológicos de cada época. “El posado nos habla de cada momento de la historia. Hoy en día, por ejemplo, los jóvenes –tan expuestos a la imagen- manipulan hasta el extremo sus propios posados. Los exageran como si fueran estrellas del pop o del cine creando un géneronuevo en la fotografía”

Todos posamos”, afirma Bezzola, “es algo que nos diferencia de los animales"

“Todos posamos”, continúa Bezzola, “es algo que nos diferencia de los animales. Son gestos, modos, que explican nuestra relación con el mundo. Pero posar, la idea de la pose, ha cambiado notablemente a lo largo de los años, hasta convertirse en un término peyorativo. Durante la historia del arte cualquier representación pictórica de una persona dependía de la pose: sin pose no había imagen. Hasta que no llegó la fotografía y el movimiento para cambiarlo todo a finales del siglo XIX”.

El nuevo volumen recoge porfolios de fotógrafos cómo Slim Aarons, Guy Bourdin, Ghislain Dussart, Hester Scheurwater, Jaques Henri Lartigue, Federico Patellani, Pawel Jaszczuk, Edward Quinn, Rico Scagliola & Michael Meier, Jules Spinatch, Thomas Struthy Garry Winogrand. Junto a estos creadores, el libro incluye una selección de imágenes del los archivos del Departamento de Policía de LosÁngeles (LAPD) (en la que Bezzola desarrolla la importancia del archivo), del que proviene la fotografía de portada, Mujer víctima de una violación, tomada por Babbit en 1947.

Una de las fotografías de Lartigue del nuevo número de C Photo.

Bezzola, que con este libro pretende hacer una historia de la fotografía a través de la historia del posado, ha elegido la obra de fotógrafos tan dispares como Slim Aarons y Jaques Henri Lartigue, cuyas obras recogen un mundo radicalmente opuesto. De esta manera la selección, explica el comisario, tiene como meta “perfilar el campo de tensión creativa que existe entre lo posado y lo no posado, a lo largo y ancho del cual se han movido los fotógrafos durante los últimos cien años”.

En esa tensión creativa, la obra de Aarons destaca por devolver en los años 50 a la fotografía las técnicas del retrato del siglo XVIII. Sus trabajos de aristócratas y estrellas de cine en sus dominios convierten sus composiciones en cuadros modernos. En el polo opuesto, Lartigue, aquel hijo de un industrial adinerado que persiguió la expresión de la felicidad desde que le regalaron de niño una cámara. Lartigue no supo hasta los 70 años que lo que había escrito durante años con su mirada era una de las páginas más importantes de la historia de la fotografía: “Él fue el primer maestro del no posado. El primero que se convirtió en un verdadero virtuoso de eso que hoy nos parece tan común: lo natural y espontáneo”

(Origem aqui - site do jornal "El País", citando a "C Photo Magazine". Site da revista "C Photo Magazine" aqui)

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Mario Vargas Llosa diz não ao Cervantes

Mario Vargas Llosa não aceitou o convite para presidir ao Instituto Cervantes, por considerar que o cargo é incompatível com as suas tarefas literárias. O título no site do jornal El País é: "Un Vargas Llosa lleno de proyectos literarios dice 'no' al Cervantes" (notícia aqui).
O escritor recusou a oferta através de carta enviada ao presidente do governo, Mariano Rajoy, manifestando a sua disponibildade para continuar a colaborar com a instituição.
Esta é a segunda vez que o Prémio Nobel recusa a oferta. Em 1996 o então presidente do governo, José María Aznar, tinha-lhe feito uma proposta semelhante.
Obviamente, subiu na minha consideração e, quanto a mim, mostrou vontade de manter a independência e liberdade na sua efectiva intervenção social, recusando tornar-se uma figura decorativa.

A única sabedoria digna desse nome

"Morte de Séneca", de Rubens (Museu do Prado)

Inês Pedrosa no jornal Sol de hoje:

“Na era das redes sociais, a dignidade individual parece mercadoria de saldo.

Olha-se para o outro como para mais uma coisa a usar e descartar, um elemento lúdico ou decorativo, um saco de boxe no qual se descarregam as tensões e frustrações, tornadas endémicas pela aceleração da vida.

Os medos teletransportam-se do mundo real para o virtual, transfiguram-se em mísseis de ataqueou troféus de competição. Ninguém quer, como Séneca recomendava a Lucílio, entregar-se à sua verdade, ao culto demorado dos afectos partilhados e à alegria deste frugal modo de vida que constitui a única sabedoria digna desse nome.”

A propósito, excerto de “Cartas a Lucílio” da autoria de Séneca:

A alegria pode sofrer interrupções no caso de pessoas ainda insuficientemente avançadas, enquanto, no caso do sábio, o bem estar é um tecido contínuo que nenhuma ocorrência, nenhum acidente pode romper; em todo o tempo, em todo o lugar o sábio goza de tranquilidade! Porquê? Porque o sábio não depende de factores externos, não está à espera dos favores da fortuna ou dos outros homens. A sua felicidade está dentro dele; fazê-la vir de fora seria expulsá-la da alma, que é onde, de facto, a felicidade nasce! Pode uma vez por outra surgir qualquer ocorrência que lembre ao sábio a sua condição de mortal, mas ocorrências deste tipo são de somenos importância e não o atingem mais do que à flor da pele. O sábio, insisto, pode ser tocado ao de leve por um ou outro contratempo, mas para ele o sumo bem permanece inalterável. Volto a dizer que lhe podem ocorrer contratempos provindos do exterior, tal como um homem de físico robusto não está livre de um furúnculo ou de uma ferida superficial; em profundidade, porém, não há mal que o atinja.

A diferença existente, insisto ainda outra vez, entre o homem que atingiu a plenitude da sabedoria e aquele que ainda lá não chegou é a mesma que se verifica entre um homem são e um convalescente de doença grave e prolongada. Para este a diminuição da intensidade da doença já quase significa saúde mas, se não se precaver, o mal rapidamente se agrava e volta à primitiva forma; o sábio, em contrapartida, nem pode retroceder, nem sequer avançar mais na via da sapiência. A saúde do corpo está à mercê do tempo e o médico, se a pode restituir, não a pode garantir perpetuamente, e tanto assim é que com frequência o mesmo doente o volta de novo a chamar; a saúde da alma, essa - obtém-se de uma vez por todas - e totalmente! Dir-te-ei agora o que significa uma alma sã: é cada um contentar-se consigo mesmo, ter confiança em si próprio, saber que todos os votos feitos pelos homens, todos os benefícios que trocam entre si não têm a mínima importância para a obtenção da felicidade. Uma coisa passível de acréscimo não é uma coisa perfeita; o homem que quer vir a possuir uma permanente alegria, tem de fruir apenas do que efectivamente lhe pertence. Ora todos os bens a que o comum dos mortais aspira são, de uma forma ou outra, transitórios, pois de coisa alguma a fortuna nos permite a posse para sempre.”

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Edgar Morin

No dia 15 de março de 2011, Edgar Morin esteve no Rio de Janeiro a participar no seminário "Um pensamento do Sul". Muito interessante a sua comunicação que evoca o exemplo da resistência e vitória da democracia ateniense sobre os persas. A comunicação pode ser lida aqui.
A parte final da sua comunicação:

"Quando um sistema não é capaz de tratar seus problemas vitais e fundamentais, ele se desintegra, ou então é capaz de se metamorfosear, ou seja, de engendrar um metassistema mais rico que possa tratar esses problemas. O sistema Terra não consegue hoje tratar seus problemas vitais: o retorno da fome; a morte da humanidade representada pela utilização das armas nucleares; a degradação da natureza; a violência da economia. Nosso sistema encontra-se, portanto, condenado à morte ou à metamorfose. Claro, a metamorfose não se decreta. A metamorfose não se programa. Não se pode, talvez, até mesmo prever a forma que essa nova sociedade assumiria na escala do mundo, algo que certamente não negaria as pátrias, mas criaria uma verdadeira Terra-pátria. Então busquemos, busquemos os caminhos, caminhos improváveis, é verdade, mas possíveis, que permitirão caminhar na direção da metamorfose. Seria essa a missão grandiosa e universal do pensamento do Sul."

Caos em vez de música

Era este o título da notícia do jornal Pravda, referindo-se à música de Shostakovich, mais concretamente à sua ópera Lady Macbeth de Mtsensk.
A notícia pode ser lida aqui.
A música pode ser ouvida aqui. Música violenta que corresponde a imagens violentas.
Talvez a composição mais conhecida de Dimitri Shostakovich: a valsa n.º 2 que, antes de ter integrado a banda sonora de "De olhos bem fechados" foi difundida num anúncio a uma companhia de seguros. Pode ser visto aqui.
Poderosa é, sem dúvida, a música de Shostakovich. Aqui a Cheryomushki, opus 105, parte 1.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Rui Cardoso comenta o Expresso desta semana

Rui Cardoso comenta o Expresso desta semana - vídeo

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

"Eu não quero ser primeiro-ministro para dar empregos ao PSD"

Diário de Notícias de 1 de Junho de 2011 (notícia aqui):
"eu não quero ser primeiro-ministro para dar empregos ao PSD, eu não quero ser primeiro-ministro para proteger aqueles que são mais ricos em Portugal e os que vivem das rendas do Estado", disse Passos Coelho.