quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

"O Rapto de Europa"

"O Rapto de Europa", de Nadir Afonso, na 1ª página do Diário de Notícias de hoje.

Europa era filha de Agenor, rei da Fenícia, e de Telefaassa. Zeus, metamorfoseado em touro, aproximou-se de Europa. Esta sentou-se sobre o seu dorso e deixou que ele a conduzisse, suave e vagarosamente, sobre a crista do mar. Quando se apercebeu, viu-se transportada a galope sobre as ondas. Chegados a Creta, Zeus consumou o seu amor por Europa. Dessa união nasceram três filhos: Minos (futuro rei de Creta), Radamanto e Sarpédon.


terça-feira, 27 de dezembro de 2011

O mau gosto americano

O bloco sanitário da cela ocupada por Saddam Hussein foi arrancada e transportada para os Estados Unidos, para vir a ser exibida num museu.
A notícia na CNN pode ser vista e ouvida aqui.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Estas guerras ditas humanitárias: Iraque

A onda de explosões que assolou hoje a capital iraquiana fez pelo menos 57 mortos e mais de 200 feridos, indicam responsáveis da área da saúde de Bagdade.
Notícia publicada no site do Expresso pode ser lida aqui.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Nós, as "gorduras"

Artigo de opinião de Manuel António Pina, publicado no Jornal de Notícias:
Primeiro foram os jovens desempregados a receber do secretário de Estado da Juventude guia de marcha para fora de Portugal; agora coube a vez aos professores, pela voz do próprio primeiro-ministro.
No caso dos professores, a coisa passa-se assim: o ministro Crato varre-os das escolas; depois, Passos Coelho aponta-lhes a porta de saída do país: emigrem, porque Angola e Brasil "têm uma grande necessidade (...) de mão-de-obra qualificada". Portugal (que é um dos países da Europa com mais baixos níveis de escolarização, segundo o Relatório do Desenvolvimento Humano de 2011, divulgado no mês passado pelo PNUD) não tem, como se sabe, necessidade de mão-de-obra qualificada.
E, como muito menos tem necessidade de mão-de-obra "desqualificada", ninguém se surpreenda se um dia destes vir o secretário de Estado do Emprego e o novo presidente do Instituto do Emprego e Formação (?) Profissional a mandar embora quem tiver como habilitações só o ensino básico; o ministro da Segurança Social a pôr na rua pensionistas e idosos (para que precisa Portugal de pensionistas e idosos, que apenas dão despesa?); o ministro da Saúde a dizer aos doentes que vão morrer longe, em países sem listas de espera e com taxas moderadoras em conta; o da Defesa a aconselhar os militares a desertar e ir para sítios onde haja guerras; e por aí adiante...
Percebe-se finalmente o que são as tais "gorduras do Estado": são os portugueses.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Como seria o mundo, hoje?

Cartoon de Chappatte, publicado no International Herald Tribune.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Quase uma notícia

Artigo de opinião de António Manuel Pina, publicado no JN de ontem:
Conta a Lusa que "o Tribunal da Relação de Coimbra condenou os proprietários de uma loja de Aveiro a pagar 6.500 euros a uma trabalhadora [na realidade ter-se-á tratado de uma coima] que obrigou a cumprir o horário laboral sentada virada para a parede e sem nada fazer".
A notícia adianta que a trabalhadora fora transferida para essa loja, a 70 quilómetros do seu anterior lugar de trabalho, sem precedência de qualquer processo disciplinar e que o acórdão concluiu que a gerência da loja colocou a trabalhadora na situação referida "com a intenção, declarada, de não lhe atribuir quaisquer funções", criando-lhe assim um "ambiente hostil e humilhante".
A notícia é, de facto, duas notícias: a da condenação da empresa e a do seu inqualificável comportamento, pormenorizadamente descrito. E igualmente uma quase-notícia: o nome da empresa (o "Quem?" da teoria clássica do jornalismo) é pudicamente omitido.
Talvez, quem sabe?, nem loja nem empresa tenham nome, ou talvez o seu nome não conste do acórdão "a que a Lusa hoje teve acesso". Ficam, pois, todos os "proprietário[s] de loja[s]" de Aveiro sob suspeita de assédio no local de trabalho. Ou talvez nem todos. Atrevo-me a admitir (mas eu sou um cínico) que a loja em questão não seja de ciganos, cabo-verdianos, paquistaneses ou chineses, casos em que o jornalismo (e não me refiro particularmente ao da Lusa) costuma ser menos pudico no que toca ao "Quem".

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

A guerra do Iraque

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira o encerramento formal da Guerra do Iraque, com a retirada dos últimos soldados do país e o final das operações que duraram quase nove anos e custaram milhares de vidas.
"A guerra do Iraque foi ilegítima. Foi uma conspiração imoral e criminosa. Não houve qualquer provocação, qualquer ligação à Al Qaeda, nem armas do Armagedão. As historietas de cumplicidade entre Saddam e Osama foram pura merda em self- service. Foi uma velha guerra colonial pelo petróleo, disfraçada em cruzada a favor da vida e da liberdade ocidentais, desencadeada por uma clique sedenta de guerra, formada por fantasistas geopolíticos judeo-cristãos, que ocuparam os meios de comunicação e exploraram a psicopatia norte-americana do 11 de Setembro." John Le Carré, Amigos até ao Fim.