segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Como seria o mundo, hoje?

Cartoon de Chappatte, publicado no International Herald Tribune.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Quase uma notícia

Artigo de opinião de António Manuel Pina, publicado no JN de ontem:
Conta a Lusa que "o Tribunal da Relação de Coimbra condenou os proprietários de uma loja de Aveiro a pagar 6.500 euros a uma trabalhadora [na realidade ter-se-á tratado de uma coima] que obrigou a cumprir o horário laboral sentada virada para a parede e sem nada fazer".
A notícia adianta que a trabalhadora fora transferida para essa loja, a 70 quilómetros do seu anterior lugar de trabalho, sem precedência de qualquer processo disciplinar e que o acórdão concluiu que a gerência da loja colocou a trabalhadora na situação referida "com a intenção, declarada, de não lhe atribuir quaisquer funções", criando-lhe assim um "ambiente hostil e humilhante".
A notícia é, de facto, duas notícias: a da condenação da empresa e a do seu inqualificável comportamento, pormenorizadamente descrito. E igualmente uma quase-notícia: o nome da empresa (o "Quem?" da teoria clássica do jornalismo) é pudicamente omitido.
Talvez, quem sabe?, nem loja nem empresa tenham nome, ou talvez o seu nome não conste do acórdão "a que a Lusa hoje teve acesso". Ficam, pois, todos os "proprietário[s] de loja[s]" de Aveiro sob suspeita de assédio no local de trabalho. Ou talvez nem todos. Atrevo-me a admitir (mas eu sou um cínico) que a loja em questão não seja de ciganos, cabo-verdianos, paquistaneses ou chineses, casos em que o jornalismo (e não me refiro particularmente ao da Lusa) costuma ser menos pudico no que toca ao "Quem".

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

A guerra do Iraque

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira o encerramento formal da Guerra do Iraque, com a retirada dos últimos soldados do país e o final das operações que duraram quase nove anos e custaram milhares de vidas.
"A guerra do Iraque foi ilegítima. Foi uma conspiração imoral e criminosa. Não houve qualquer provocação, qualquer ligação à Al Qaeda, nem armas do Armagedão. As historietas de cumplicidade entre Saddam e Osama foram pura merda em self- service. Foi uma velha guerra colonial pelo petróleo, disfraçada em cruzada a favor da vida e da liberdade ocidentais, desencadeada por uma clique sedenta de guerra, formada por fantasistas geopolíticos judeo-cristãos, que ocuparam os meios de comunicação e exploraram a psicopatia norte-americana do 11 de Setembro." John Le Carré, Amigos até ao Fim.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Eleições na República Democrática do Congo (ex-Zaire), capital Kinshasa

Desenho de Glez, Burkina Faso (publicado no site do Courrier International)
Tradução do texto do desenho: Demon - Demónio
- De que horrível flagelo está a fugir?
- A Democracia ...
Brazzaville (capital da República do Congo) e Kinshasa ficam muito próximas.

Como resultado de um escrutínio marcado por irregularidades, o presidente cessante Joseph Kabila foi proclamado vencedor das presidenciais (48,95 %). O seu opositor Etienne Tshisekedi (32,33 %) respondeu autoproclamando-se também presidente. Notícia do Courrier International, intitulada "E agora: evitar a guerra", aqui.

domingo, 11 de dezembro de 2011

O Reino Unido não está solidário com a Europa

Desenho de Peter Schrank, publicado no "The Economist"

sábado, 10 de dezembro de 2011

Centro Carlos Santamaría


Centro Carlos Santamaría - Biblioteca y Centro de Documentación da Universidade do País Basco, em San Sebastián. Projecto do Arquitecto Ander Marquet Rya e da Arquitecta Técnica Juncal Aldamizechevarría González de Durana, ambos da Sociedade de Arquitectura JAAM.


quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

A indústria financeira britânica

Declarações de David Cameron:

«Quando for a Bruxelas, vou lá estar para defender e promover os interesses do Reino Unido. E, neste momento, esses interesses passam pela resolução dos problemas da Zona Euro que têm tido efeitos nefastos sobre a nossa economia».

E, prosseguiu, «isto significa obviamente que os países da Zona Euro têm de agir em conjunto. E se escolherem usar o tratado europeu para isso é óbvio que haverá salvaguardas e interesses britânicos nos quais vou insistir».

Fica então o aviso: «Eu não assinarei um tratado que não garanta essas salvaguardas, como a importância do mercado único ou o funcionamento dos serviços financeiros».

Notícia completa do site Agência Financeira aqui.

Segundo o "El País":
"Ante las insistentes amenazas del primer ministro británico, David Cameron, de vetar un acuerdo a 27 si no conseguía más poderes para proteger su industria financiera, la canciller alemana Angela Merkel casi descartó la posibilidad de llegar a un acuerdo a 27."

Os principais inimigos da Europa estão dentro da Europa.