quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Rússia e China pedem ao Irão acesso ao avião americano derrubado

Notícia no jornal peruano La Republica:

"Rusia y China han pedido autorización a Irán para inspeccionar el avión espía no tripulado RQ-170 "Sentinel" de EEUU que se encuentra en poder del país musulmán, informó la agencia iraní Mehr, que cita una fuente militar que no identifica.
La agencia también señala: "Según informaciones no confirmadas, Irán podría exponer públicamente el avión no tripulado", considerado uno de los más avanzados producidos por EEUU y dedicado a labores de observación, espionaje y operaciones electrónicas.
El pasado domingo, Irán anunció el derribo de un avión estadounidense de reconocimiento no tripulado en la zona oriental del país, del modelo RQ 170 "Sentinel", que había violado el espacio aéreo iraní.
Fuentes militares dijeron que, tras su derribo, el aparato no sufrió graves daños y quedó en manos de las Fuerzas Armadas de Irán.
Medios internacionales señalaron posteriormente que EEUU y la OTAN habían admitido la pérdida de uno de estos aviones no tripulados en el oeste de Afganistán, en la zona fronteriza con Irán, y que Washington estaba preocupado por que su tecnología fuese obtenida por los iraníes y otros países."

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Christina Rossetti

Christina Rossetti fotografada por Lewis Carroll

A BIRTHDAY, de Christina Rossetti (1830-1894)

My heart is like a singing bird
Whose nest is in a water'd shoot;
My heart is like an apple-tree
Whose boughs are bent with thick-set fruit;
My heart is like a rainbow shell
That paddles in a halcyon sea;
My heart is gladder than all these,
Because my love is come to me.

Raise me a daïs of silk and down;
Hang it with vair and purple dyes;
Carve it in doves and pomegranates,
And peacocks with a hundred eyes;
Work it in gold and silver grapes,
In leaves and silver fleurs-de-lys;
Because the birthday of my life
Is come, my love is come to me.

O poema pode ser ouvido
aqui, lido por Stella Gonet.

O poema traduzido por Margarida Vale de Gato:

UM ANIVERSÁRIO

Meu coração é um pássaro cantante
Cujo ninho é um rebento orvalhado;
Meu coração é uma macieira
Vergando o tronco de frutos pesado;
Meu coração é um búzio irisado
Vogando na corrente com langor;
Meu coração mais que tudo se alegra
Porque a meus braços chegou meu amor.

Dai-me um dossel tingido de cor roxa;
De seda debruada de mil folhos;
Bordai nele romãs, pombos alados,
Pavões com caudas de mais de cem olhos;
Ornai-o de uvas, de rubis e prata,
Folhas douradas, pomares em flor;
Porque hoje é dia que nasce m'nha vida,
Hoje a meus braços chegou meu amor
.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Manuel de Arriaga

"Hei-de morrer pobre, hei-de morrer tão descrente dos homens quão crente nos princípios que sigo; hei-de morrer vencido e cansado, mas hei-de ter a consolação de que por cima da minha sepultura pode dizer-se:
"Aqui jaz um homem que não explorou ninguém e que antes por alguns foi explorado""
Manuel de Arriaga, A questão do Lunda, 1891
(sublinhado meu)

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Estas guerras ditas humanitárias

Tout commence souvent par des images : une femme qui fuit un bombardement en emportant un bébé dans ses bras, des cadavres étalés devant les caméras de télévision, le visage d’un dictateur qui menace. Viennent ensuite les mots entrelardés de chiffres alarmistes : dans la bouche des intellectuels ou sous la plume des éditorialistes, ils exhortent la « communauté internationale » à agir pour « éviter l’irréparable ». Une guerre de propagande obscurcit alors le dialogue diplomatique, tandis que monte la pression de l’urgence, l’appel des uns à éliminer un « nouvel Hitler » (Saddam Hussein, Slobodan Milosevic, Mouammar Kadhafi...) répondant à la dénonciation de l’impérialisme des grandes puissances par les autres.

Parfois, les crimes dénoncés sont réels, parfois exagérés ou carrément imaginaires. Souvent, ils ne constituent que des prétextes dans le jeu des puissances qui s’abritent derrière les organisations internationales. Les pays dominants cherchent à marquer des points sur l’échiquier géoéconomique mondial, à liquider un dirigeant peu accommodant… Les bonnes intentions donnent souvent de mauvaises idées, disait Machiavel. Alors comment s’y retrouver ? Sans doute en feuilletant les pages de l’histoire récente qui fournissent maints exemples des pièges tendus à la conscience. Les étudier permet de repenser la nécessaire prévention des conflits.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Haruki Murakami

" Whether in music or in fiction, the most basic thing is rhythm. Your style needs to have good, natural, steady rhythm, or people won’t keep reading your work. I learned the importance of rhythm from music — and mainly from jazz. Next comes melody — which, in literature, means the appropriate arrangement of the words to match the rhythm. If the way the words fit the rhythm is smooth and beautiful, you can’t ask for anything more. Next is harmony — the internal mental sounds that support the words. Then comes the part I like best: free improvisation. Through some special channel, the story comes welling out freely from inside. All I have to do is get into the flow. Finally comes what may be the most important thing: that high you experience upon completing a work — upon ending your “performance” and feeling you have succeeded in reaching a place that is new and meaningful. And if all goes well, you get to share that sense of elevation with your readers (your audience). That is a marvelous culmination that can be achieved in no other way.
Practically everything I know about writing, then, I learned from music. It may sound paradoxical to say so, but if I had not been so obsessed with music, I might not have become a novelist. Even now, almost 30 years later, I continue to learn a great deal about writing from good music. My style is as deeply influenced by Charlie Parker’s repeated freewheeling riffs, say, as by F. Scott Fitzgerald’s elegantly flowing prose. And I still take the quality of continual self-renewal in Miles Davis’s music as a literary model."
(Parte de um ensaio de Haruki Murakami. O texto completo pode ser encontrado aqui)

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Noam Chomsky

Noam Chomsky é um linguista, filósofo e activista político. É professor de Linguística do MIT. É judeu e cidadão dos E.U.A. Em 2010, Israel impediu a sua entrada no país. A notícia está aqui.
Participou activamente no Fórum Social Mundial em Porto Alegre, em 2003.
No YouTube estão disponíveis muitos vídeos de conferências dadas por si.
Muito interessantes estas duas:

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Morrer de fome é também crise?

Num só dia, encontramos centenas de referências, análises e notícias acerca da crise económica.
Da fome que mata cerca de 21000 crianças por dias, poucas ou nenhumas.
A fome afecta mil milhões de pessoas, a maioria vive no Terceiro Mundo. Mas, o Primeiro Mundo não está imune; a pobreza extrema está nas suas ruas: 49 milhões de estadunidenses passam fome, mais 20 milhões do que em 1980. A obesidade, o problema oposto, afecta outros mil milhões de pessoas. Um em cada três crianças e 67% dos adultos dos E.U.A. são obesos, mais do dobro que em 1980. Podemos ouvir aqui as declarações de
Ellen Gustafson.
Extraído de
¿Es también crisis morirse de hambre?, da autoria de Ramón Lobo.