sábado, 29 de outubro de 2011

O Hermitage no Prado

Caravaggio, "Tocador de alaúde" (1595-1596)

No Museu do Prado, exposição temporária "O Hermitage no Prado", de 8 de Novembro de 2011 a 25 de Março de 2012. Estarão patentes 120 obras (do século V a.C. até ao século XX) do Museu Hermitage de São Petersburgo.

As dívidas soberanas

The Telegraph publica um gráfico com as percentagens que as dívidas soberanas representam relativamente ao respectivo PIB.

A Civilização Grega

Quase por acaso, encontrei este livro na estante de uma livraria. "A Civilização Grega" de André Bonnard, traduzido por José Saramago. O livro foi editado em Fevereiro de 2007. Não me parecia possível que José Saramago tivesse feito a tradução de um livro nos últimos anos da sua vida. Fiz uma busca na net e fiquei a saber que se trata da reedição de um livro inicialmente publicado em 1983. Está explicado!
Na contracapa do livro:
"Toda a civilização grega tem o homem como ponto de partida e como objecto. Procede das suas necessidades, procura a sua utilidade e o seu progresso. Para aí chegar, desbrava ao mesmo tempo o mundo e o homem, e um pelo outro. O homem e o mundo são, para ela, espelhos um do outro, espelhos que se defrontam e se lêem mutuamente.
A civilização grega articula um no outro o mundo e o homem. Casa-os na luta e no combate, numa fecunda amizade, que tem por nome harmonia."
Estes dois parágrafos fizeram-me lembrar Agostinho da Silva. Já não sei se ouvi ou se li. Dizia Agostinho da Silva (estou a citar de memória):
"Dizem que os gregos são como são por viverem num local onde a terra e o mar se interpenetram. Mas eu coloco a questão inversamente: Os povos eram nómadas. Por ali passaram muitos povos. Os que aí se fixaram, fizeram-no porque entenderam que aquele local estava de acordo com a sua maneira de ser".
O homem como ponto de partida!

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

A "Primavera" Árabe

Escreveu Inês Pedrosa no Sol de hoje:
"Eu desconfio muito de uma "Primavera" que tortura e avilta" (a propósito do assassinato de Kadhafi, antecedido de torturas violentas).
Escreveu José Pacheco Pereira no Público de sábado passado:
"Em nenhum caso (Tunísia, Egipto e Marrocos), a liberdade religiosa, ou a condição feminina, os dois grandes obstáculos à democracia nos países muçulmanos, está hoje melhor do que estava antes, bem pelo contrário."
"Quando Khadafi foi, por fim, assassinado, num ataque militar que começou com aviões da OTAN e terminou com uma execução sumária, não foi o "povo" líbio que ganhou a guerra."

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

E o livro presta?

Já comecei a ler vários livros de António Lobo Antunes mas larguei-os bastante antes de chegar a meio. Aos amigos, tenho dito que não gosto dos livros de António Lobo Antunes, mas com algum receio de que alguém me considere inculto.
Mas afinal há quem tenha a coragem de escrever que o rei vai nu.
Acerca do último livro "Comissão das Lágrimas", transcrevo alguns excertos de críticas publicadas no Actual, suplemento do Expresso, em 15 de Outubro último.
António Guerreiro:
"Ao impedir o leitor de compreender e seguir uma intriga, retira-lhe algo que é uma necessidade imanente do romance e do qual ele não pode prescindir"
"artifício gratuito de uma hiperliteratura deslumbrada consigo mesma"
Clara Ferreira Alves:
"Ninguém dirá a verdade a Lobo Antunes: alguns livros são ilegíveis, puro contorcionismo e acrobacia palavrosa, discursos e vozes sem rumo nem identificação, narrativa sem estrtutura, personagens apenas nomeadas que nunca chegam a formar-se, muito menos a identificar-se fora da cabeça do escritor. Ele sabe do que está a falar e quem está a falar, os leitores não. O escritor deixa os leitores à porta."
Posto à venda há menos de um mês já vai na 4ª edição. Vendem-se tantos exemplares porque as pessoas não o lêem. Se lessem...

Eu não sou ocidental!

Do site do Diário de Notícias: "Novos vídeos revelam torturas cruéis a Kadhafi" e, também:
"A organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch afirmou hoje ter descoberto 53 cadáveres num hotel de Sirte, suspeitando tratar-se de combatentes leais a Muammar Kadhafi que terão sido executados pelas forças revolucionárias".
Revoltante!
São estes os "rebeldes" que as "forças ocidentais" apoiam!?
As "forças ocidentais" bombardearam a Líbia para evitar assassínios ou para apoiar assassinos?
Mas afinal quais são os piores: Kadhafi e quem o apoiava ou os que os atacaram, torturaram e assassinaram?
Mas se são todos iguais porque é que as "forças ocidentais" apoiaram uns e não os outros?
E estes crimes vão ficar impunes?
Em caso afirmativo, eu não sou ocidental.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

O Segredo do Licorne

O cavaleiro Francisco de Hadoque

É já na próxima quinta-feira que estreia o filme "O Segredo do Licorne". O trailer aqui.
O Segredo do Licorne foi o 11º album, publicado a cores em 1943. A pré-publicação, a preto e branco, tinha acontecido entre 11 de Junho de 1942 e 14 de Janeiro de 1943 nas páginas do Soir.
Vale a pena estarmos atentos aos magníficos automóveis como, por exemplo, o Ford V8 de 1937:
Já na altura havia (ex-)funcionários públicos que mereciam ficar sem o 13º mês e sem subsídio de férias. Então, não é que Aristides Filoselle - que tinha roubado inúmeras carteiras aos irmãos Dupondt e a outros incautos cidadãos - era um funcionário público reformado!