quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Rafael Moneo projecta Museu da Universidade de Navarra

Maqueta do futuro Museu da Universidade de Navarra

Rafael Moneo projectou o Museu da Universidade de Navarra. Edifício com 11000 m2, dos quais 2700 serão de salas de exposição. Inclui também um auditório com a capacidade para 700 pessoas. O museu contará com obras de Pablo Picasso, Mark Rothko, Pablo Palazuelo, Rafael Ruiz Balerdi, Antonio Saura, Jorge Oteiza, Eduardo Chillida, Eugenio Sempere, etc.
Rafael Moneo descreve assim a implantação do centro: “Un sendero plantado de chopos de alguna envergadura define el límite de lo que es la propiedad de la Universidad de Navarra. Tras elegir cuál iba a ser el lugar en el que levantar el Museo, se pensó que el edificio debiera mezclarse y fundirse en el paisaje haciendo que éste pudiera entenderse como una continuación de aquel".
Notícia do jornal El País aqui.
Imagens virtuais do edifício aqui.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Luís de Camões

Retrato de Fernão Gomes

Busque Amor novas artes, novo engenho

para matar-me, e novas esquivanças;

que não pode tirar-me as esperanças,

que mal me tirará o que não tenho.

Olhai de que esperanças me mantenho

Vede que perigosas seguranças!

Que não temo contrastes, nem mudanças,

andando em bravo mar, perdido o lenho.

Mas, conquanto não pode haver desgosto

onde esperança falta, lá me esconde

Amor um mal que mata e não se vê.

Que dias há que na alma me tem posto

um não sei quê, que nasce não sei onde,

vem não sei como e dói não sei porquê.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

O Estado Palestiniano

Ontem, 13 de Outubro, num debate organizado pelo jornal El País, os representantes tanto do PSOE (Moratinos) como do PP (Aristegui) afirmaram que, para que a paz no Médio Oriente prospere se deve reconhecer o Estado Palestiniano.
No mês passado a intervenção de Passos Coelho na Assembleia-Geral da ONU foi no sentido de que o Estado Palestiniano seja reconhecido só depois de palestinianos e israelitas assinarem um acordo de paz. Diz Passos Coelho que quer evitar "solução forçada".
Perspectivas ligeiramente diferentes.

Ibn Abdun

BEM CEDO o destino nos fustiga...
E para trás rastos vão ficando.
Esconjuro-te! Deixa que te diga:
Não chores por sombras, tudo é ilusão.
Ai de quem com quimeras vai sonhando
Entre as garras e os dentes do leão!
Que a vida não te iluda e entorpeça já.
Para a vigília são teus olhos feitos.
Ó noite, que do teu ócio nos afaste Alá.
E dos que ao teu feitiço estão sujeitos!
Teu prazer engana, víbora escondida
Detrás da flor: morde quem a quer colher.
Quanta geração foi de Alá querida!
O que ficou? - Poderá a memória responder?
Quem pode a menor coisa pretender.
E talentoso ou bom, deveras, ser?
Quem pode dar recompensa ou castigar?
Quem põe fim ao sopro da desgraça?
Quem é que a Danação pode afastar
Ou a tragédia que o Destino traça?
Ó vã generosidade, ó vão valor!
Quem me defenderá do opressor
- Calamidade em noite sem aurora -
Quem? Se já não há regra a respeitar
E o que resta é um silêncio imposto?
Quem é que apagará o amargo gosto
Que nunca ninguém pode apagar?

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Um passo para a paz

Israel e o Hamas estabeleceram um acordo para a libertação de prisioneiros. Serão libertados Gilad Shalit (soldado israelita) e 1027 palestinianos. Marwan Barghouti (com potencialidades para vir a ser o futuro líder dos palestinianos) não será libertado.

sábado, 8 de outubro de 2011

Prémio Nobel da Paz 2011

O Prémio Nobel da Paz 2011 foi atribuído a três mulheres: a presidente da Libéria Ellen Johnson Sirleaf, a activista também liberiana Leymah Gbowee e a iemenita Tawakul Karman.

 O Comité Nobel Norueguês distinguiu as três mulheres "pela luta pacífica em defesa da segurança das mulheres e dos direitos das mulheres na participação total no trabalho de construção da paz". Segundo o Comité Nobel Norueguês: "Não podemos alcançar a democracia e paz duradoura no mundo sem que as mulheres consigam as mesmas oportunidades que os homens para influenciar os acontecimentos em todos os níveis da sociedade".

Ellen Johnson Sirleaf, de 72 anos, economista formada em Harvard, foi a primeira mulher presidente de África eleita democraticamente em 2005. 

A sua luta pela paz, num país que até 2003 se encontrava em guerra civil, foi agora reconhecida. No centro da sua política tem também estado a luta contra a corrupção e a busca de profundas reformas institucionais.



A activista liberiana Leymah Gbowee organizou um grupo de mulheres cristãs e muçulmanas para desafiar os senhores da guerra na Libéria e foi a protagonista de uma greve de sexo que contribuiu para acabar com a guerra civil de 13 anos no país.



Tawakul Karman, de 32 anos liderou a organização Mulheres Jornalistas sem Correntes, um grupo de defesa dos direitos humanos. Tem desempenhado um papel fundamental na organização dos protestos no Iémen contra o governo do Presidente Ali Abdullah Saleh, que se iniciaram no final de Janeiro.

 Tawaku Karman é jornalista e membro do partido islâmico Islah.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Marie Sklodowska Curie

Comemoram-se em 2011 os cem anos da atribuição do Prémio Nobel da Química a Marie Sklodowska Curie pela descoberta dos elementos rádio e polónio e pelo estudo dos seus compostos. Este facto serviu de motivação a que se tenha declarado 2011 como o Ano Internacional da Química. Mas este ano celebra-se igualmente um século sobre a descoberta do núcleo atómico por Ernest Rutherford. Este notável acontecimento leva-nos a recordar que ainda não foi esclarecida uma das interrogações mais fundamentais de todos os tempos, uma questão central para a compreensão do universo: «de que são feitas as coisas?», ou seja, «o que é a matéria?». Os antigos gregos já tinham formulado duas respostas distintas: a de Empédocles de Agrigento, de natureza “química”, na qual se definiam quatro elementos – o ar, a água, a terra e o fogo – que juntamente com dois princípios – o amor e o ódio – explicavam a diversidade das substâncias existentes; e a de Demócrito de Abdera, de natureza “física”, que baseava toda a riqueza do real na existência de átomos que se moviam no vazio bem como nas suas interacções.

A ciência moderna corresponde a uma maneira própria e muito eficaz de observar, descrever e transformar a realidade. É hoje um vastíssimo corpo de conhecimentos organizado em disciplinas, subdisciplinas e especialidades, mas dividido tradicionalmente em grandes domínios, entre os quais sobressaem a química – a ciência das substâncias e das suas combinações e a física – a ciência da massa e da energia.

(...) As reflexões, bem como os debates com o público, vão servir certamente para solidificar e perfumar os caminhos que teremos de percorrer neste século à procura de um mundo melhor.

João Caraça
Director do Serviço de Ciência da Fundação Calouste Gulbenkian