
terça-feira, 12 de julho de 2011
Carta de amor de Pablo Neruda a Matilde Urrutia

segunda-feira, 11 de julho de 2011
Pablo Neruda
A RAINHA
Proclamei-te rainha.
Há-as mais altas do que tu, mais altas.
Há-as mais puras do que tu, mais puras.
Há-as mais belas do que tu, mais belas.
Mas tu és a rainha.
Quando vais pela rua,
ninguém te reconhece.
Ninguém vê a tua coroa de cristal, ninguém repara
na alfombra de ouro rubro
que pisas ao passar,
a alfombra que não existe.
E, quando surges,
todos os rios marulham
no meu corpo, os sinos
abalam o céu,
e um hino enche o mundo.
Apenas tu e eu,
apenas tu e eu, meu amor,
o escutamos.
Pablo Neruda, Os versos do Capitão, 1952
Pablo Neruda nasceu no dia 12 de Julho de 1904, completam-se amanhã 107 anos. Chileno. Poeta. Venceu o Prémio Nobel da Literatura em 1971. Morreu 12 dias após o golpe militar de Setembro de 1973. Na página da Fundação Pablo Neruda podem encontrar-se inúmeras informações acerca da sua vida e obra e também acerca das três casas-museus.
Recomendo os dois livros de poesia: "Os versos do Capitão" (Campo das Letras) e "20 poemas de amor e uma canção desesperada" (Dom Quixote) e o livro de memórias "Confesso que vivi" (Europa-América). Para mim, Pablo Neruda é dos que melhor escreveram o amor.
Recordo o belo filme “O Carteiro de Pablo Neruda” que tem como base uma estadia de Pablo Neruda e Matilde Urrutia na ilha de Capri, em 1952. De facto, as filmagens são feitas em Salina uma das ilhas Eólias, situadas um pouco a norte da Sicília. Filme sobre o amor e a poesia.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Coitadinho do jacaré

Is there anybody out there?
"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos." (Fernando Pessoa)
Era o que eu queria dizer aos lideres europeus. Mas, tudo indica que a Europa não tem lideres. E isto é o mais preocupante!
Fundação Nadir Afonso

terça-feira, 5 de julho de 2011
Isabel da Nóbrega
Admiro José Saramago. É uma das minhas referências. José Saramago casou duas vezes: com Ilda Reis, de quem teve uma filha, Violante, e com Pilar del Rio. Mas entre essas duas relações teve uma outra: viveu com Isabel da Nóbrega entre 1970 e 1986. Durante este período foram publicados, entre outros, os seguintes livros: “Manual de Pintura e Caligrafia” (1977), “Levantado do Chão” (1980), “Memorial do Convento” (1982), “O Ano da Morte de Ricardo Reis” (1986) e “A Jangada de Pedra” (1986).
Isabel da Nóbrega, escritora e companheira de João Gaspar Simões entre 1954 e 1968, deu um forte contributo para que Saramago tivesse sido o escritor que foi. No entanto, é ignorada por muitas pessoas. A 1ª edição do livro “Memorial do Convento” tinha a dedicatória: “À Isabel, porque nada perde ou repete, porque tudo cria e renova”. Também as dedicatórias dos livros “Levantados do Chão” e “O Ano da Morte de Ricardo Reis” continham referências a Isabel da Nóbrega. As dedicatórias a Isabel da Nóbrega desaparecem nas reedições posteriores ao termo da sua relação. Não faço juízos de valor dessa atitude. No entanto, reconheço o valor de Isabel da Nóbrega que escreveu, pelo menos, um livro notável: “Viver com os Outros”.
De segunda a sexta, podemos ouvir Isabel da Nóbrega na Antena 1, pelas 15h20m, no programa “O Prazer de Ler”.
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Pavilhão de Verão da Serpentine Gallery

