quinta-feira, 28 de abril de 2011

Mozart

Wolfgang Amadeus Mozart viveu entre 1756 e 1791, no coração do período clássico (após o barroco e antes do romantismo).

Admirável o concerto para clarinete K 622, em particular o seu segundo andamento. Foi composto em 1791, seis meses antes da morte de Mozart.

A tensão criada pela relativa lentidão com que a música flui, transmite uma sensação de leveza e de grande densidade. Convida à levitação.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Texto de Nicolau Santos publicado na revista Up da TAP


Eu conheço um país que em 30 anos passou de uma das piores taxas de mortalidade infantil (80 por mil) para a quarta mais baixa taxa a nível mundial (3 por mil)

Que em oito anos construiu o segundo mais importante registo europeu de dadores de medula óssea, indispensável no combate às doenças leucémicas. Que é líder mundial no transplante de fígado e está em segundo lugar no transplante de rins.

Que é líder mundial na aplicação de implantes imediatos e próteses dentárias fixas para desdentados totais.

Eu conheço um país que tem uma empresa que desenvolveu um software para eliminação do papel enquanto suporte do registo clínico nos hospitais (Alert), outra que é uma das maiores empresas ibéricas na informatização de farmácias (Glint) e outra que inventou o primeiro antiepilético de raiz portuguesa (Bial).

Eu conheço um país que é líder mundial no sector da energia renovável e o quarto maior produtor de energia eólica do mundo, que também está a constuir o maior plano de barragens (dez) a nível europeu (EDP).

Eu conheço um país que inventou e desenvolveu o primeiro sistema mundial de pagamentos pré-pagos para telemóveis (PT), que é líder mundial em software de identificação (NDrive), que tem uma empresa que corrige e detecta as falhas do sistema informático da Nasa (Critical) e que tem a melhor incubadora de empresas do mundo (Instituto Pedro Nunes da Universidade de Coimbra)

Eu conheço um país que calça cem milhões de pessoas em todo o mundo e que produz o segundo calçado mais caro a nível planetário, logo a seguir ao italiano. E que fabrica lençóis inovadores, com diferentes odores e propriedades anti-germes, onde dormem, por exemplo, 30 milhões de americanos.

Eu conheço um país que é o «state of art» nos moldes de plástico e líder mundial de tecnologia de transformadores de energia (Efacec) e que revolucionou o conceito do papel higiénico (Renova).

Eu conheço um país que tem um dos melhores sistemas de Multibanco a nível mundial e que desenvolveu um sistema inovador de pagar nas portagens das auto-estradas (Via Verde).

Eu conheço um país que revolucionou o sector da distribuição, que ganha prémios pela construção de centros comerciais noutros países (Sonae Sierra) e que lidera destacadíssimo o sector do «hard-discount» na Polónia (Jerónimo Martins).

Eu conheço um país que fabrica os fatos de banho que pulverizaram recordes nos Jogos Olímpicos de Pequim, que vestiu dez das selecções hípicas que estiveram nesses Jogos, que é o maior produtor mundial de caiaques para desporto, que tem uma das melhores seleções de futebol do mundo, o melhor treinador do planeta (José Mourinho) e um dos melhores jogadores (Cristiano Ronaldo).

Eu conheço um país que tem um Prémio Nobel da Literatura (José Saramago), uma das mais notáveis intérpretes de Mozart (Maria João Pires) e vários pintores e escultores reconhecidos internacionalmente (Paula Rego, Júlio Pomar, Maria Helena Vieira da Silva, João Cutileiro).

O leitor, possivelmente, não reconhece neste país aquele em que vive ou que se prepara para visitar. Este país é Portugal. Tem tudo o que está escrito acima, mais um sol maravilhoso, uma luz deslumbrante, praias fabulosas, ótima gastronomia.

Bem-vindo a este país que não conhece:

PORTUGAL.

O querer e o precisar

You Can't Always Get What You Want

Composição : Keith Richards / Mick Jagger


I saw her today at the reception

A glass of wine in her hand.

I knew she was gonna meet her connection,

At her feet was a footloose man.


And you can't always get what you want,

Honey, you can't always get what you want.

You can't always get what you want

But if you try sometimes, yeah,

You just might find you get what you need!


I went down to the demonstration

To get our fair share of abuse,

Singing, "We gonna vent our frustration."

If we don't we're gonna blow a fifty amp fuse.

So, I went to the Chelsea Drugstore

To get your prescription filled.

I was standing in line with my friend, Mr. Jimmy.

And man, did he look pretty ill.

We decided that we would have a soda,

My favorite flavour was cherry red.

I sing this song to my friend, Jimmy,

And he said one word to me and that was "dead."

And I said to him


And you can't always get what you want, honey.

You can't always get what you want.

You can't always get what you want.

But if you try sometimes, yeah,

You just might find you get what you need!


I saw her today at the reception.

In her glass was a bleeding man.

She was practiced at the art of deception;

I could tell by her blood-stained hands.


And you can't always get what you want, honey.

You can't always get what you want.

You can't always get what you want,

But if you try sometimes, yeah,

You just might find you get what you need!


And you can't always get what you want, honey,

You can't always get what you want,

You cant always get what you want,

But if you try sometimes, yeah,

You just might find you get what you need

sábado, 16 de abril de 2011

Charlie Chaplin

A 16 de Abril de 1889 - há 122 anos - nasceu, em Londres, Charles Spencer Chaplin, mais conhecido como Charlie Chaplin.
Vem-me à memória aquela cena do seu filme "A Quimera do Ouro" (1925): sentado à mesa, na cabana, as botas cozidas no prato, os atacadores são esparguete, o couro é bife, os pregos são ossinhos. E a dança dos pãezinhos espetados em garfos...!
A Charlie Chaplin se aplica o que Luís de Camões escreveu:
"E aqueles que por obras valerosas
Se vão da lei da Morte libertando".

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Dois pontos de vista

No mesmo dia – 15 de Abril de 2011 – dois pontos de vista:

- Título de capa do Jornal de Notícias:

“Saldo de 432 milhões nas contas do Estado – Despesa está a cair 3,7%, enquanto a s receitas fiscais estão a subir 15%”

- Título de capa do Público”

“Falta de dinheiro leva Governo a lançar nova emissãode dívida na próxima semana”

Haverá portugueses a querer empurrar Portugal para baixo?

Portugueses esgotam destinos de férias

Capelinhos, ilha do Faial - foto de Tomás Melo

Título de capa do Diário Económico de hoje:

"Portugueses esgotam destinos de férias na Páscoa em tempo de crise"

Entretanto, ontem tinha recebido por email esta história:

"Numa cidade, os habitantes, endividados, estão vivendo às custas de crédito.

Por sorte chega um gringo e entra no único hotel.

O gringo saca uma nota de 100,00 €, põe no balcão e pede para ver um quarto..

Enquanto o gringo vê o quarto, o gerente do hotel sai correndo com a nota de 100,00 € e vai até o talho pagar suas dívidas com o talhante.

Este pega a nota e vai até a um criador de suínos a quem deve e paga tudo.

O criador, por sua vez, pega também a nota e corre ao veterinário para liquidar sua dívida.

O veterinário, com a nota de 100,00 € em mãos, vai até à zona pagar o que devia a uma prostituta (em tempos de crise também trabalha a crédito).

A prostituta sai com o dinheiro em direção ao hotel, lugar onde levava seus clientes; e como ultimamente não havia pago pelas acomodações, paga a conta de 100,00 €.

Nesse momento, o gringo chega novamente ao balcão, pede sua nota de 100,00 € de volta, agradece e diz não ser o que esperava e sai do hotel e da cidade.

Ninguém ganhou um vintém, porém agora todos saldaram suas dívidas e começam a ver o futuro com confiança!"

Quantos portugueses já foram à Tailândia e ainda nunca foram aos Açores?

Em tempos de crise, sugiro que, de alguma forma, se fomentem as férias em Portugal. E há tanto para conhecer!

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Prémio Mies van der Rohe

O prémio de arquitectura Mies van der Rohe 2011 foi atribuído à reabilitação do Neues Museum de Berlim, projecto da autoria de David Chipperfield.
Os seis finalistas foram, além do vencedor, o Teatro Bronks, na Bélgica (MDMA), de Martine de Maeseneer; o Museu Nacional de Arte do século XXI (MAXXI), em Roma, de Zaha Hadid; o Concert House Danish Radio Copenhagen, Dinamarca, de Jean Nouvel; o Museu da Acrópole, em Atenas, de Bernard Tschumi e o Centro de Reabilitação Groot Klimmendaal, em Arnhem (Holanda), do ateliê Architectenbureau Koen van Velsen.
O prémio é atribuído de dois em dois anos. Em 2009 o edifício vencedor foi a Ópera de Oslo do ateliê norueguês Snohetta; em 2007 o Museu de Arte Contemporânea de Castela e Leão (Musac), da autoria de Mansilla e Tuñón; em 2005 a embaixada da Holanda em Berlim, projecto de Rem Koolhaas. Zaha Hadid foi a vencedora em 2003. Entre os vencedores de edições anteriores destacam-se também Rafael Moneo, Peter Zumthor, Norman Foster, e, na primeira edição, em 1988, Álvaro Siza, com o projecto do Banco Borges e Irmão, em Vila do Conde.
A menção especial Arquitecto Emergente foi atribuída aos arquitectos Ramón Bosch e Bet Capdeferro pela Casa Collage, em Girona (Espanha).